Graeme Lowdon explicou como o teto orçamentário deixa o caminho da Cadillac mais longo na busca pelo objetivo de se aproximar das rivais diretas na Fórmula 1. O dirigente, no entanto, afirmou que já está acostumado com esse tipo de limitação, uma vez que sempre precisou equilibrar bastante as finanças por onde quer que tenha passado na carreira.

O britânico ficou conhecido principalmente por ter ajudado a Manor a virar uma equipe na categoria, em 2010. À época, o engenheiro tinha forte ligação com o grupo Virgin, que entrou no projeto, virando a Virgin Racing, e posteriormente trocou de nome para Marussia, tornando-se, eventualmente, a Manor. Ele era CEO quando deixou o time, em 2015, um ano antes do encerramento do projeto.

O próprio Lowdon já destacou como a Cadillac tem se esforçado para virar uma equipe na qual profissionais do alto escalão da F1 queiram trabalhar. Para que os resultados na pista sirvam como isca, investimentos são necessários — o que nunca é fácil devido ao teto de gastos do Mundial.

“É engraçado. Passei toda a minha carreira em ambientes com limites orçamentários, seja por meio de regulamentos ou simplesmente por questões financeiras, e 99% do automobilismo mundial funciona com esse tipo de limitação de uma forma ou de outra”, começou em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365.

“Pouquíssimas pessoas tiveram a oportunidade, no passado, de contar com recursos ilimitados — ou, pelo menos, aparentemente ilimitados. E uma coisa que fica muito clara com o teto orçamentário é que, se você tem recursos ilimitados, o jogo é muito diferente — completamente diferente”, encerrou.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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