Sainz diz que pilotos “forçam” bandeira amarela em classificação e propõe punição
Ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a polêmica pole de George Russell na Áustria, Carlos Sainz disse que regulamento dá brechas e garantiu já ter visto pilotos forçarem bandeira amarela para se beneficiarem na classificação
Carlos Sainz defendeu uma mudança no regulamento da Fórmula 1 para punir pilotos que provoquem bandeiras amarelas ou vermelhas durante a classificação. Após a polêmica envolvendo o acidente de Max Verstappen no treino classificatório do GP da Áustria e a pole-position de George Russell, o espanhol afirmou que pretende levar a proposta para discussão na Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA) e revelou acreditar que alguns chegam a provocar incidentes deliberadamente para impedir que rivais melhorem as voltas.
O tema entrou no centro das atenções depois do acidente de Verstappen no Red Bull Ring. A direção de prova inicialmente acionou bandeira amarela simples antes de transformá-la em dupla 22s depois. Russell reduziu a velocidade conforme determina o regulamento, mas conseguiu completar a tentativa e acabou garantindo a pole-position.
Ao ser questionado sobre o assunto pelo GRANDE PRÊMIO, Sainz analisou que o britânico agiu corretamente, mas que as regras não deveriam permitir que a volta fosse concluída diante da situação na pista.
“Está claro para mim que aquela situação deveria ter sido de bandeira amarela dupla imediata ou vermelha. A forma como George lidou foi perfeita, dentro do que o regulamento permite. Ele mereceu a pole porque aplicou as regras perfeitamente. Mas nunca deveria ter sido permitido que terminasse aquela volta em uma situação tão perigosa”, afirmou.
Sainz argumentou que o regulamento atual dá brechas para que um piloto que esteja na pole provisoriamente force um incidente e impeça que os adversários completem as últimas tentativas. O espanhol lembrou da classificação do GP do Azerbaijão de 2025, quando ele mesmo poderia se beneficiar de um incidente. Por isso, propôs uma punição esportiva automática.
“Se Max estivesse na pole na primeira tentativa, sofresse aquele acidente e a sessão fosse interrompida com bandeira vermelha sem que ninguém pudesse melhorar, isso seria injusto com George, Kimi e todos os outros, porque quem está na frente impediria os demais de baixar o tempo”, pontuou.

“Eu poderia ter feito isso no ano passado em Baku, quando estava na pole e fui o primeiro a sair dos boxes. Pensei: ‘Se bater agora, fico com a pole’. Todos temos esse pensamento e sabemos como o regulamento funciona. Acho que qualquer piloto que provoque uma bandeira amarela ou vermelha na classificação deveria perder três posições no grid. Assim, pelo menos existe uma punição e um desestímulo para causar problemas”, argumentou.
O piloto da Williams reforçou que a sanção deveria existir mesmo quando o incidente não for intencional. Por mais que reconheça existir um argumento contrário, explicou que a situação é difícil de ser identificada pelos comissários e revelou que o problema é recorrente.
“Se você passa do limite e acaba impedindo que os outros melhorem, está ganhando uma posição justamente porque não permitiu que os rivais fizessem um trabalho melhor. Mesmo que não tenha sido intencional”, ponderou.
“Também é possível questionar outra coisa: ‘São dez minutos para completar a volta. Por que todos deixam para o último instante? Por que não fazem a tentativa com oito minutos restantes e evitam que uma bandeira vermelha atrapalhe?’ Esse seria um bom argumento para dizer que não é preciso aplicar punição”, contra-argumentou.

“Mas já vi isso acontecer muitas vezes. Em lugares como Baku e Mônaco, pilotos forçam bandeiras amarelas. É impossível para os comissários entenderem exatamente como essas situações acontecem, a menos que sejam ex-pilotos de F1 muito experientes. Para mim, isso mostra que precisamos encontrar uma solução”, disse.
Por fim, fez questão de deixar claro que não acredita que Verstappen tenha provocado o acidente de propósito na Áustria, mas reiterou que o regulamento precisa evoluir.
“Não estou dizendo que Max fez isso intencionalmente, acho que ele realmente teve uma falha. Nem estava na pole, então não tinha incentivo algum para isso. Mas precisamos encontrar ideias para resolver esse tipo de situação. Já vi isso acontecer várias vezes em Baku e em Mônaco. Vocês também já viram. Pode ser até que não soubessem, mas certamente já viram”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 3 a 5 de julho com o GP da Inglaterra, em Silverstone, nona etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, com classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Silverstone com o repórter Leonid Kliuev.
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Classificação Sprint | 12:30 | 14:30 | 16:30 | 17:30 |
| Corrida Sprint | 08:00 | 10:00 | 12:00 | 13:00 |
| Classificação | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Corrida | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
*Horário de Brasília
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