Atualmente com duas corridas no calendário da Fórmula 1, a Itália corre o risco de perder uma das vagas para os próximos anos. A informação foi dada pelo próprio CEO da categoria, Stefano Domenicali, que fez questão de agradecer ao GP da Emília-Romanha por voltar à ativa durante a pandemia. No entanto, de acordo com o dirigente, não está claro se os recursos disponíveis são suficientes para manter as duas disputas no campeonato.
“Temos uma questão a resolver em curto prazo, que é entender o futuro da Fórmula 1 na Itália”, explicou Domenicali ao site Autosport. “Teremos de entender se há recursos para manter duas corridas no calendário ou se vamos passar a focar em apenas uma”, disse o chefão da F1.
“Quero agradecer a Ímola, porque os organizadores estavam prontos para abraçar a chance em um momento difícil como a pandemia, confirmando que cumpriram o compromisso acordado”, destacou.
Vale destacar que tanto o GP da Emília-Romanha quanto o GP da Itália possuem compromisso firmado com a Fórmula 1 até 2025, o que impede que mudanças sejam feitas antes deste prazo — caso o contrato seja respeitado, é claro.
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Defensor da ideia de que as praças europeias precisam se manter em constante atualização, Domenicali garantiu que o trabalho será feito em Monza após a edição de 2023. Segundo ele, a corrida tem de apresentar melhorias relacionadas à prestação de serviços no ano que vem e se atualizar em relação a circuitos mais recentes do calendário.
“Eles [os promotores de Monza] me confirmaram que o necessário trabalho de renovação nas instalações vai começar após o fim da corrida [de 2023]”, frisou. “É um passo importante, porque no ano que vem, será necessário dar um sinal de melhoria”, ressaltou.
“O valor histórico de Monza está além da questão, mas também precisamos nos manter atualizados em termos de serviços, o que precisa estar em linha com os preços pagos por aqueles que vão às corridas. Para o ano que vem, teremos ideias mais claras sobre o futuro”, garantiu.

Por fim, Domenicali pesou outros fatores para a manutenção das corridas no calendário, em especial o entretenimento do público que comparece ao fim de semana de corrida. Segundo ele, o espetáculo da massa laranja em Zandvoort é um grande exemplo do que a Fórmula 1 busca para suas etapas.
“Alguns países fizeram grandes investimentos e construíram infraestruturas que estão em linha com suas possibilidades financeiras”, apontou. “Mas também existem outros aspectos que pesam na avaliação de um evento, e acho que, em termos de entretenimento, o que vimos em Zandvoort, na semana passada, é um exemplo muito bom. A forma como a plateia se divertiu foi incrível”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna em duas semanas, nos dias 15, 16 e 17 de setembro, com o GP de Singapura, 15ª etapa da temporada 2023.