Leclerc festeja fim de jejum na F1 e reconhece: “Contra Antonelli, seria complicado”
Charles Leclerc voltou a vencer na Fórmula 1. Monegasco da Ferrari admitiu que ficou feliz com final, mesmo que não tenha sido ideal para os fãs, e admitiu que tarefa de vitória seria mais complicada sem os problemas de Andrea Kimi Antonelli
Após dois anos, Charles Leclerc voltou a vencer na Fórmula 1. O piloto monegasco da Ferrari emplacou uma grande largada e contou com os problemas de Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, para triunfar no GP da Inglaterra, disputado em Silverstone, neste domingo (5).
A reta final da corrida foi anticlimática para os fãs, já que não houve uma relargada após o acidente de Max Verstappen, da Red Bull. Apesar disso, Charles celebrou o retorno ao topo do pódio, o que não acontecia desde o GP dos Estados Unidos de 2024.
“O sentimento é incrível. Infelizmente, o fim talvez não foi o que sonhei. Vencer após os últimos finais de semana que foram particularmente difíceis. Todo o trabalho que colocamos em tentar colocar uma boa sensação de volta no carro, senti que encontrei algo ontem depois da sprint. E tive de confirmar hoje. O sentimento estava de volta onde deveria estar. Estou muito feliz”, comentou em entrevista para a transmissão oficial da F1.
A vitória de Leclerc vem em um momento crucial para o piloto, já que a fase do monegasco era terrível. Charles tinha somado apenas 4 pontos nas três corridas anteriores.
“Depois de Mônaco, o sentimento não estava ali. Batei no Q3, e na corrida tivemos um problema que encerrou nossa prova. Em Barcelona, me senta bem, mas bati de novo no sábado, e no domingo tivemos um problema no carro. Áustria não foi tão boa, mas aqui conseguimos juntar tudo e espero manter esse bom momento”, seguiu.
Leclerc também reconheceu que vencer seria uma tarefa complicada se Andrea Kimi Antonelli não tivesse problemas. O líder do campeonato era o segundo colocado quando fez um pit-stop extra para trocar a asa dianteira, e eventualmente com danos na suspensão, cruzou a linha de chegada apenas em 16º.
“Com Kimi, seria apertado. Ele estava muito rápido quando estava se aproximando, seria difícil manter o primeiro lugar. Quando eu ouvi que ele tinha um problema, pensei: ‘OK, agora tenho uma grande distância e deve ser mais fácil’. Com o safety-car, alguns retardatários nos passaram, então precisei pilotar a 100 km/h em todo o período, meus pneus ficaram frios. Não foi bom para os fãs, mas dentro do capacete, estava feliz por não ter a relargada e mantive a vitória”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.
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