Leclerc bate Mercedes e vence na Inglaterra. Bortoleto pontua e Antonelli sofre
Charles Leclerc assumiu a ponta na largada e ainda contou com o safety-car até a linha de chegada para voltar a vencer na F1, na Inglaterra. George Russell e Lewis Hamilton completaram o pódio
Só uma hecatombe poderia tirar a vitória da Mercedes do GP da Inglaterra deste domingo (5) depois da performance vista no sábado, mas eis que Andrea Kimi Antonelli se viu novamente às voltas com problemas no W17. Melhor para a Ferrari, puxada por um Charles Leclerc consistente desde a largada que enfim fez as pazes com a vitória. George Russell e Lewis Hamilton completaram o pódio.
Em tom mais monótono do que o esperado, a etapa em Silverstone teve dois momentos cruciais para o resultado. Primeiro, a quebra de Antonelli quando claramente buscava a vitória contra Leclerc depois da parada obrigatória na volta 42. O italiano ainda conseguiu se arrastar até a linha de chegada, mas sem conseguir fazer as curvas, tomou 5s por exceder os limites de pista e ficou fora da zona de pontos.
O segundo foi na volta 48, quando Max Verstappen foi parar na brita na curva 15, causando a entrada do safety-car e abrindo uma janela extra de paradas. Os ponteiros, com exceção de Russell, correram para trocar pneus, deixando a relargada a duas voltas do fim com Leclerc, George e Hamilton nas primeiras colocações.
Mas a direção de prova achou mais adequado terminar a prova sob bandeira amarela, em total anticlímax. Sorte de Leclerc, que pôde respirar aliviado, e Russell, que conseguiu descontar pontos importantíssimos no Mundial, uma vez que Antonelli terminou somente na 16ª colocação.
Gabriel Bortoleto sustentou a zona de pontos durante praticamente toda a prova e ainda aproveitou o safety-car para colocar um jogo de pneus macios novos. Mas nem precisou usá-los para se defender, cruzando a linha de chegada em oitavo lugar.
O top-10, portanto, ficou assim: Leclerc, Russell, Hamilton, Lando Norris, Isack Hadjar, Liam Lawson, Arvid LIndblad, Bortoleto, Franco Colapinto e Pierre Gasly. Importante, porém, ressaltar que a FIA ainda investiga Lewis por possível infração em bandeira amarela.
A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.
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Confira como foi o GP da Inglaterra de F1:
Com os termômetros em 25°C de temperatura ambiente, asfalto em 42°C e umidade relativa do ar em 51%, todo o grid optou pelos compostos médios novos para o stint inicial. Antonelli puxava a fila, com Leclerc ao lado, enquanto Hamilton e Russell vinham lodo atrás. Já Bortoleto alinhou em 11º, logo à frente de Hülkenberg — que herdara o 12º posto com a punição de Gasly.
Com casa cheia (564 mil pessoas, batendo recorde de mais de 30 anos de público presente em um final de semana de corrida), assim que as luzes se apagaram, as Ferrari engoliram Antonelli, que caiu para a terceira posição antes mesmo da freada da curva 1. E Kimi ainda se viu às voltas com ataque de Russell, que também partiu melhor que o italiano. Ele, no entanto, conseguiu se defender, ao menos sustentando o terceiro posto.
Na volta 1, Piastri já relatava à McLaren algum dano no carro. Na abertura do segundo giro, ele vinha somente em 18º, perdendo rendimento gradativamente. Em seguida, o australiano foi orientado pela equipe papaia a levar o carro aos boxes, uma vez constatado danos na asa dianteira.
Bortoleto também perdeu algumas posições na largada, mas rapidamente recuperou, fechando o terceiro giro no mesmo lugar que largou, a 1s de Sainz. Na frente, Leclerc levava 0s8 de vantagem sobre Hamilton, que também tinha Antonelli colado na traseira, já desenhando o momento de tentar a ultrapassagem.
Enquanto Verstappen deixava Hadjar para trás, subindo para a quinta posição, Piastri voltava à pista apenas em 21º, com um jogo de duros e a corrida bastante comprometida. Norris, por sua vez, segurava-se em sétimo, ao passo que Bortoleto já superava Sainz e entrava na zona de pontos.

A transmissão trouxe o replay da largada e a confusão envolvendo Alex Albon e Oliver Bearman que rendeu 10s de punição ao tailandês. Já Piastri surgiu com a asa toda danificada, porém a imagem não mostrou o que causou o problema.
Volta 8, e Hamilton apareceu sob investigação por uma possível queima de largada. E a recuperação da imagem confirmou o instante em que antes do apagar das luzes, o carro #44 deu um pequeno salto sobre o colchete, configurando a infração. Lewis passou a ter 5s na conta para serem pagos.
Enquanto Isso, Leclerc já levava 2s9 de vantagem. “Estamos no plano B de Bravo”, avisava Bryan Bozzi ao monegasco algumas voltas antes, certificando-se de que não haveria confusão no já costumeiro abecedário das estratégias da Ferrari. Já Antonelli buscava o vácuo na reta do Hangar sobre Hamilton, ainda sem sucesso. Mas a ultrapassagem do #12 parecia ser questão de tempo.
E ela veio na abertura da volta 11, sem a menor dificuldade. Hamilton tentou dar o troco rapidamente, mas Kimi usou bem o gerenciamento da bateria e segurou o heptacampeão na primeira tentativa.
Volta 15, Verstappen vinha a 0s3 de Russell, que não conseguia acompanhar o ritmo do top-3. Ele já se via a 4s de Lewis, incomodado com a troca de marchas, ainda que a Mercedes tenha verificado e não visto qualquer problema.
Na frente, era curioso também ver que Leclerc imprimia ritmo forte, impedindo a esperada rápida aproximação de Antonelli. A vantagem mantinha-se acima de 4s, com Charles respondendo às tentativas de volta rápida do italiano na mesma moeda.
Volta 17, Verstappen conseguiu a ultrapassagem sobre Russell, porém entrou nos boxes antes de completar o giro — uma parada muito abaixo da previsão da Pirelli, de um stint de médios aguentando até a volta 35.

Max voltou em sétimo, a 9s de Norris, oitavo colocado. Depois, na volta 20, foi a vez de Hadjar fazer a parada e retornar em décimo, logo atrás de Bortoleto. Até aquele instante, Leclerc, Antonelli, Hamilton, Russell, Norris, Verstappen, Lawson, Lindblad, Bortoleto e Hadjar formavam a zona de pontos.
Isack, contudo, rapidamente superou o #5 da Audi, subindo para a nona colocação. A vantagem de Bortoleto sobre Gasly era de 7s, os dois ainda com a parada obrigatória a fazer.
Na volta 22, a direção de prova teve de acionar o safety-car virtual para tirar um guarda-chuva perdido na área de escape. Ocon estava perto da entrada dos boxes e aproveitou para trocar pneus, mas foi o único que tentou se beneficiar de uma janela tão estreita.
Hamilton, com 5s a serem pagos, não conseguia fazer as curvas com precisão por conta do carro saindo muito de frente. Na volta 24, a Ferrari o chamou para a troca obrigatória, só que Lewis pareceu contrariado ao dizer que os pneus estavam bons. Além da borracha, a Ferrari também fez um pequeno ajuste na asa dianteira.
Apesar do protesto, era a janela prevista pela Pirelli, e a Mercedes foi rápida ao chamar Russell também para a troca. Como Hamilton teve de pagar a punição, o #63 ganhou o posto, voltando em quinto, à frente de Lewis.
Volta 25, a Ferrari chamou Leclerc aos boxes com uma vantagem de mais de 2s para Antonelli. A troca em 2s4 fez Charles voltar ainda na segunda posição, sendo superado somente por Kimi.
Na volta 27, Bortoleto fez a troca e voltou ainda na zona de pontos, na décima posição. Na frente, Antonelli pedia à Mercedes que controlasse o tempo para que não fosse superado por mais ninguém na parada. A vantagem sobre Leclerc era de 15s6, e Kimi já se aproximava da marca das 30 voltas com o mesmo jogo de pneus.
A Racing Bulls foi esperta e não demorou a chamar Lindblad aos boxes, mantendo-o à frente de Gabriel, na nona posição. A McLaren, então, chamou Norris na volta 29 para a troca de pneus, mas a McLaren se via longe de qualquer disputa do top-3.
Hamilton, no entanto, ainda lutava pelo pódio, mesmo vindo em sexto. A perseguição a Russell era intensa, e Lewis chegou a efetuar a ultrapassagem, levantando a torcida em Silverstone, mas o #63 deu o troco na sequência, sustentando o quarto lugar.
Hamilton foi para o ataque de novo, e o público ia com ele. A ultrapassagem veio de novo no setor 1, e George recuperou na Copse. “Você está indo muito bem, Lewis, só vai”, incentivou Carlo Santi, mas a diferença subiu alguns décimos, tanto que Russell fugiu de Hamilton e passou a atacar Verstappen, à frente da dupla.
Só que Russell estava com problema nos pneus, perdendo pressão, sendo forçado a uma nova parada na volta 35. Só que não perdeu a chance de fazer Verstappen comer um pouquinho de grama na penúltima curva, ousadia que deixou os comissários em alerta.
Antonelli finalmente parou na volta seguinte, voltando a cerca de 7s de Leclerc. Peter Bonnington, então, avisou a Kimi para apertar o ritmo por conta do pneu com vida útil bem melhor que a do #16. De fato, a distância rapidamente caiu para 4s, dando a deixa de que haveria briga.
Volta 39, e Hülkenberg parou na Copse em posição que trouxe o safety-car virtual. A Red Bull, então, aproveitou a janela e colocou médios novos no carro de Verstappen, com 9s de desvantagem para Hamilton para entrar novamente na batalha pelo pódio.
Só que a corrida mudou completamente o rumo na volta 42, quando Antonelli surgiu lento reclamando de alguma coisa quebrada no carro. A Mercedes rapidamente o chamou aos boxes, só que a mexida pouco fez efeito. Antonelli demonstrava muita dificuldade para fazer as curvas, voltou aos boxes pela terceira vez, mas decidiu se arrastar para salvar ao menos um pontinho.

Daria certo, mesmo com 5s de punição por exceder os limites de pista, não fosse por Verstappen na brita na volta 48. A direção de prova resolveu acionar o safety-car, o que levou quase todos, exceto Sainz, Antonelli e Russell, aos boxes para mais uma troca de pneus.
A estratégia era clara: com cinco voltas para o fim, haveria tempo para ao menos um giro em bandeira verde, portanto todos tentaram uma última tacada, sobretudo Hamilton, que viu a oportunidade de vencer novamente, botando fogo de vez no Mundial. Só que mesmo com o aviso de fim do período do carro de segurança, o veículo permaneceu na pista até a bandeirada, em total anticlímax.
Frustração para uns, festa para Leclerc, que finalmente fez as pazes com a vitória. E Russell, que sequer chegaria ao pódio se não houvesse a intervenção no final, em mais um final de semana em que foi superado com facilidade por Antonelli.
F1 2026: resultado do GP da Inglaterra
| POS | Piloto | Equipe | Diff |
| 1 | C LECLERC | Ferrari | 52 voltas |
| 2 | G RUSSELL | Mercedes | +0.427 |
| 3 | L HAMILTON | Ferrari | +0.772 |
| 4 | L NORRIS | McLaren Mercedes | +1.149 |
| 5 | I HADJAR | Red Bull RBPT Ford | +1.598 |
| 6 | L LAWSON | Racing Bulls RBPT Ford | +2.023 |
| 7 | A LINDBLAD | Racing Bulls RBPT Ford | +2.214 |
| 8 | G BORTOLETO | Audi | +2.413 |
| 9 | F COLAPINTO | Alpine Mercedes | +3.229 |
| 10 | P GASLY | Alpine Mercedes | +3.445 |
| 11 | O PIASTRI | McLaren Mercedes | +4.014 |
| 12 | C SAINZ | Williams Mercedes | +4.391 |
| 13 | O BEARMAN | Haas Ferrari | +5.245 |
| 14 | E OCON | Haas Ferrari | +5.512 |
| 15 | S PÉREZ | Cadillac Ferrari | +7.403 |
| 16 | K ANTONELLI | Mercedes | +8.005 |
| 17 | V BOTTAS | Cadillac Ferrari | +8.162 |
| 18 | F ALONSO | Aston Martin Honda | +1 volta |
| 19 | L STROLL | Aston Martin Honda | +1 volta |
| 20 | M VERSTAPPEN | Red Bull RBPT Ford | NC |
| 21 | A ALBON | Williams Mercedes | NC |
| 22 | N HÜLKENBERG | Audi | NC |
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