Como Mercedes driblou FIA e retomou na Inglaterra truque banido nas classificações
A Mercedes entendeu que, durante a classificação, é possível obter uma vantagem ainda que George Russell e Andrea Kimi Antonelli tirem o pé do acelerador após a última curva
Durante o fim de semana do GP da Inglaterra, a Mercedes encontrou uma forma regulamentar de recuperar vantagem na classificação com um método semelhante ao que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) havia banido no início da temporada. A técnica consiste em fazer com que os pilotos tirem o pé do acelerador poucos metros antes de completarem a volta.
A informação foi compartilhada pelo portal britânico The Race neste sábado (4). De acordo com a publicação, George Russell e Andrea Kimi Antonelli tiraram o pé do acelerador pouco antes de cruzarem a linha de chegada. Ainda que a tática seja contraintuitiva, é possível obter alguns décimos de vantagem.
A estratégia é muito semelhante àquela que a FIA baniu antes do GP do Japão. Ela consistia em contornar a exigência de redução gradual de potência elétrica ao fim da volta — normalmente limitada a uma queda de 50 kW por segundo — permitindo o uso máximo da energia por mais tempo.
Com isso, era possível alcançar uma vantagem momentânea entre 50 kW e 100 kW em relação aos concorrentes que seguiam o procedimento padrão de redução de potência. O recurso explorava uma brecha no regulamento relacionada ao desligamento do MGU-K por razões técnicas. Esse modo, previsto para situações de emergência, suspende a necessidade de cumprir a redução progressiva de potência.
Apesar da proibição da FIA, a Mercedes encontrou uma forma de aplicar um método semelhante no GP da Inglaterra. Isso é possível porque Silverstone possui um trecho relativamente curto entre a última curva e a linha de chegada, o que permite ganhar vantagem mesmo sem aceleração total.

Com isso, o que a Mercedes faz é aproveitar um trecho do regulamento que permite evitar a queda regular de 50 kW por segundo caso determinados critérios sejam cumpridos. Isso ocorre quando “a demanda de potência do piloto é negativa” e quando “a potência do motor de combustão interna é negativa, exigindo que a potência do ERS-K seja reduzida para atender à demanda do piloto”.
Assim, caso os pilotos tirem o pé do acelerador antes de a bateria se esgotar, eles cumprem as regras e não infringem o requisito de redução de potência. Embora o mecanismo seja semelhante ao anteriormente banido pela FIA, a entidade teria confirmado, segundo a publicação, que a tática está em conformidade com o regulamento.
Ao sair da curva Club, Lewis Hamilton e Antonelli tinham potências semelhantes. Porém, a potência extra deu ao carro da Mercedes uma vantagem de 7 a 8 km/h antes de o italiano tirar o pé do acelerador. Ao cruzar a linha de chegada, porém, o #12 estava cerca de 5 km/h mais lento.
Durante a última volta no SQ3, Antonelli chegou à Club com uma desvantagem de 0s125 para Hamilton. Porém, com a potência extra, a diferença caiu para 0s002, até que o italiano completou a sessão 0s011 atrás. Caso mantivesse a aceleração plena, o líder do campeonato possivelmente teria sido mais rápido que o rival — porém, sem respeitar os requisitos de desaceleração.

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Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também está in loco em Silverstone com o repórter Leonid Kliuev.
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Classificação | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Corrida | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
*Horário de Brasília
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