Se James Vowles era uma das figuras mais preocupadas com o que poderia acontecer no novo circuito de Madri, o chefe da Williams mudou de postura e elogiou o “brilhante” GP da Espanha do último fim de semana. Embora tenha reconhecido que algumas mudanças precisam ser feitas no desenho do traçado, deixou claro que a prova no Madring é uma “para ficar de olho no futuro”.
Poucos dias antes de pilotos e equipes desembarcarem na capital espanhola, o comandante do time de Grove admitiu que estava ansioso para ver qual seria o resultado da “pista que destrói carros”. De fato, com 22 curvas e muros muito próximos o tempo inteiro, existia o temor de que batidas fossem ocorrer com certa frequência, o que acabou não sendo o caso.
Por isso, na edição mais recente do The Vowles Verdict, programa oficial do canal da Williams no YouTube, Vowles fez questão de destacar o sucesso da primeira edição da corrida. Ao destacar a facilidade para o público chegar ao local e o grande espaço disponível para os membros do paddock, garantiu que a tendência é que o GP da Espanha alcance cada vez mais sucesso.
“Antes de mais nada, parabéns aos organizadores. É o primeiro ano do GP e, normalmente, isso significa que o evento é um pouco caótico, mas não foi o caso em Madri. Na verdade, eu diria que pode ser uma das corridas para ficar de olho no futuro. Fica a meia hora do centro da cidade, em uma capital, e acho que a dez minutos de metrô, se você considerar o tempo de deslocamento”, começou.
“É um espaço enorme, provavelmente dez vezes maior do que o espaço que normalmente temos à nossa disposição, o que tem pontos positivos e negativos. O lado positivo é que dá para receber muito mais gente. O negativo é que você acaba gastando a sola do sapato caminhando entre as duas áreas diferentes e até os carros”, brincou o chefe da Williams, que brevemente destacou o lado negativo.
“Em relação à pista em si, como vocês viram, é muito técnica, e todos os pilotos comentaram que foi um desafio difícil, mas também prazeroso. Porém, as corridas também acabaram sendo um pouco prejudicadas, e tenho certeza de que os organizadores do circuito vão analisar como podem melhorar isso no próximo ano”, ponderou.

Na pista, como tem sido comum até aqui na temporada 2026, a Williams se contentou com outro resultado decepcionante. Piloto da casa, Carlos Sainz sofreu danos no assoalho logo na largada e teve de abandonar mais adiante, enquanto Alexander Albon até cruzou a linha de chegada, porém em um tímido 16º lugar, na frente apenas de Oliver Bearman, Fernando Alonso e Valtteri Bottas.
“Para nós, foi uma corrida difícil. Já sabíamos que seria complicado antes de chegar aqui. A pista apenas acentuou os problemas que temos no momento, e faz tempo demais que não colocamos desempenho no carro, então perdemos terreno em relação às equipes que estão ao nosso redor. Se eu me concentrar agora nos detalhes que vocês podem ter visto nos compostos mais macios, o macio e o médio, tivemos granulação, que é quando o pneu começa de repente a perder muito mais desempenho a cada volta. Isso ficou perceptível nos stints longos, não em condições de classificação”, avaliou.
“Já o pneu duro, por outro lado, foi um composto que, como vocês viram em vários carros, permitiu rodar praticamente a corrida inteira. Estava realmente no limite, mas ainda assim do lado positivo do limite. Isso significa que a Pirelli fez um ótimo trabalho ao levar os pneus certos para o evento. Também significa que o circuito, o asfalto, estava em boas condições para isso. Como eu disse, o principal ponto é: precisamos analisar como podemos ter mais ultrapassagens nos próximos anos. Fora isso, parabéns. Foi uma primeira corrida brilhante”, encerrou Vowles.
A Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.