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Chefe diz que Renault focou demais no V8 e “esqueceu do futuro”: “Foi um grande erro”

Diretor da Renault, Cyril Abiteboul considerou que a fábrica francesa acumulou erros no início da era dos motores V6 turbo. O dirigente avaliou que a marca manteve o foco nos V8 e esqueceu de se preparar para o futuro hibrido da F1

Redação GP

Publicado em
Chefe da Renault, Cyril Abiteboul reconheceu que a montadora francesa cometeu erros no início da atual era de motores V6 turbo. Na avaliação do dirigente, a marca não investiu recursos suficientes e passou tempo demais sem se preocupar com o futuro na Fórmula 1.
 
Embora hoje tenha uma equipe própria com Daniel Ricciardo e Nico Hülkenberg, a Renault apenas fornecia motores em 2014, quando os propulsores atuais entraram em cena. Naquela época, a montadora atendia Red Bull, Toro Rosso, Lotus e Caterham.
#iconeimagem Cyril Abiteboul reconheceu os erros da Renault (Foto: Renault)
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Abiteboul, por sua vez, estava do outro lado da ‘mesa’, já que tinha deixado a Renault para comandar a Caterham. Ainda assim, Cyril vê claramente de onde vieram as falhas. 
 
“No início de 2014, um erro seguiu outro”, disse Abiteboul à publicação holandesa ‘Formule 1’. “Eu mesmo era um cliente da Renault e posso dizer que eles estavam muito atrás no que diz respeito ao entendimento do conceito e do desenvolvimento do motor”, seguiu.
 
Cyril, que deixou a Renault no fim de 2012, avaliou que a fábrica não investiu o suficiente e estava “indo na direção errada”, com o V6 turbo.
 
“Nós não investimos o suficiente ou contratamos as pessoas certas na ocasião. Nós estávamos tão focados no motor V8 que simplesmente esquecemos do futuro. Esse foi um grande erro”, reconheceu.
 
Depois de uma passagem pela Caterham, Abiteboul voltou a trabalhar na Renault, que, no fim de 2015, comprou a Lotus para voltar a ter uma equipe de fábrica na F1. Enquanto isso, a relação com a Red Bull afundou de vez.
 
“Eu entendo a frustração deles até certo ponto. Naquela época, a Red Bull estava acostumada com sucesso, mas isso acabou para eles”, comentou. “Mas criticar na imprensa não resolve nada”, disparou.
 
“Eventualmente, chegou num ponto em que eles não só criticavam o nosso produto, mas a marca Renault. Para nós, foi longe demais”, concluiu.