FIA EXPÕE PILOTOS NA FÓRMULA E: PROBLEMAS VÃO ALÉM DE MICHAEL MASI NA F1

Chefe da F1, Stefano Domenicali garantiu que leva a sério o que considerou “críticas construtivas” de Sebastian Vettel em relação a postura da Fórmula 1 no quesito sustentabilidade. O dirigente assegurou que o Mundial também trabalha com este foco e contou que já conversou sobre o assunto com o tetracampeão diversas vezes.

Desde 2019, a F1 adotou uma série de medidas com o objetivo de alcançar a marca de ser zero carbono em 2030. A partir deste ano, por exemplo, o combustível passa a ser 90% fruto de fontes de petróleo, com 10% de etanol sustentável. A expectativa é de que a partir de 2026, os motores sejam totalmente sustentáveis.

Sebastian Vettel tem se posicionado com frequência em defesa do meio ambiente na F1 (Foto: Aston Martin)

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Vettel, porém, entende que a F1 pode fazer mais. O piloto da Aston Martin já criticou a fórmula de motores utilizada pelo campeonato, já que entende que ele não se reflete em algo positivo para a sociedade.

“Acho que vivemos em uma época em que temos inovações e possibilidades para tornar a Fórmula 1 sustentável e não perder nada do espetáculo, do entretenimento, da velocidade, do desafio, da paixão”, disse Vettel no ano passado. “Além disso, temos muitas pessoas inteligentes e poder de engenharia aqui, então podemos vir com soluções. Mas com o regulamento atual, acho que ele é muito empolgante, o motor é muito eficiente, mas é inútil”, frisou.

“Não é uma fórmula de motor que você vai comprar para usar na rua em dois anos quando decidir comprar um carro novo, por exemplo. Portanto, dá para questionar a relevância”, criticou.

Domenicali evitou encarar as palavras de Vettel como criticas e avaliou que o alemão trouxe contribuições construtivas.

“Não quero ver isso como crítica”, disse o dirigente ao site F1 insider. “Vejo isso como um impulso positivo de alguém que está pensando seriamente em relação ao futuro. Conversei com ele inúmeras vezes sobre isso. Para isso, é uma crítica construtiva”, observou.

Stefano defendeu, entretanto, que a Fórmula 1 está progredindo no objetivo de ter um futuro mais sustentável.

“Temos de ser realistas. A Fórmula 1 tem pensado na ideia de sustentabilidade e vai continuar a apontar na direção certa no futuro”, assegurou. “Temos, de longe, a unidade de potência mais eficiente desde 2014. Estamos planejando ter combustível sustentável, uma ação que terá um impacto enorme na mobilidade global e na indústria automotiva”, pontuou.

“E, ao mesmo tempo, estamos pressionando os promotores dos eventos da Fórmula 1 a organizarem eventos de maneira que eles sejam carbono-neutro. Mas quando Seb nos lembra de fazer mais e ainda melhor, eu levo isso a sério”, avisou.

Domenicali destacou que é importante, também, equilibrar os aspectos ambientais e empresariais da Fórmula 1.

“É sempre uma questão de encontrar o equilíbrio certo. No fim, a Fórmula 1 é também um negócio e você precisa encontrar o ponto ideal de todas as partes”, ponderou. “Na F2 e na F3, vamos agir mais rápido. Mas lá, temos carros padronizados, motores padronizados, combustível padronizado. Na Fórmula 1, por outro lado, existem grandes fábricas que existem um determinado tempo para o desenvolvimento delas”, completou.

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