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Chefe da Red Bull critica redução da receita para entrada de novas equipes na Fórmula 1
F1

Chefe da Red Bull critica redução da receita para entrada de novas equipes na Fórmula 1

Christian Horner criticou CEO da Liberty Media, Greg Maffei, ao afirmar que a Fórmula 1 está de braços abertos à entrada de novas equipes no grid nas próximas temporadas

Guilherme Bloisi

Publicado em

O mundo da Fórmula 1 começa a reagir à fala do CEO da Liberty Media, Greg Maffei, que afirmou nesta sexta-feira (6) que a categoria pensa, sim, em novas equipes para o grid, mas que não é a prioridade para esse momento. A fala de Maffei não caiu bem nas equipes atuais da temporada 2022 e quem deixou isso bem claro foi o chefão da Red Bull, Christian Horner.

Em entrevista coletiva realizada neste sábado (7), Horner afirmou que quem deveria reduzir sua participação nas receitas da F1 é a própria Liberty, e não as equipes, para que, de fato, o grid possa crescer nos próximos anos. Sabe-se que a Andretti vai lutar com todas as forças para que tenha a chance de fazer parte da categoria a partir de 2024. Na última semana, Audi e Porsche foram confirmadas no grid pelo Grupo Volkswagen, mas só a partir de 2026 e ambas não devem adentrar como novas equipes, e sim, adquirindo alguma já existente.

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“Naturalmente, para quem assinou o atual Pacto da Concórdia, faz sentido dizer que as dez equipes têm um valor intrínseco. Em teoria, deveria ser uma questão de liberdade para resolver se desejam a entradas de novas franquias. Para expandir esse número, a questão se resume em como será feita a distribuição do montante”, disse Horner. E ele vai além em afirmar, categoricamente, que o dinheiro é, sim, um fator significativo na distribuição das fatias.

Horner, Vasseur e Steiner manifestaram preocupação com novos times na F1 (Foto: Fórmula 1)

“Se a Liberty e a F1 quiserem mais equipes, evidentemente eles terão de diluir sua parte neste fundo. Seria injusto esperar que outros times paguem pelos novos participantes. Acho ótimo que haja interesse de montadoras e equipes garagistas como a Andretti, mas acredito que é o modelo de negócio da Liberty que precisa ser trabalhado para o futuro”, completou Christian.

O Pacto da Concórdia, assinado em 2020, permitiu que a receita comercial concedida às equipes, equilibrem os pagamentos de equipes consideradas prioridade e aumentou o valor pago aos times menores. Ele prevê um fundo antidiluição de US$ 200 milhões, que deve ser pago por qualquer nova equipe que entre no grid e ser distribuído entre as franquias já existentes. Na visão de Horner, qualquer nova entrada precisa ir além do pagamento desta taxa, devem agregar valor para que as receitas aumentem a longo prazo.

“É a primeira vez que temos 10 equipes saudáveis financeiramente. Anteriormente, os dois últimos do Mundial de Construtores sempre ficavam lutando para sobreviver, mas agora há a possibilidade de vislumbrar um futuro, de olhar para frente ao invés de pensar no agora. É óbvio que os US$ 200 milhões são uma quantia significativa, mas quando você divide entre todos, não é um grande montante, ele só é pago uma vez e não todos os anos”, afirmou.

Protótipo do carro da Andretti na Fórmula 1 (Foto: Reprodução)

Seguindo a mesma linha de raciocínio está o diretor da Alfa Romeo, Frederic Vasseur. A equipe, anteriormente Sauber, por pouco não foi adquirida por Michael Andretti no meio da temporada 2021. A questão de agregar valor ao grid da F1 também tange seu pensamento sobre a entrada de novas equipes no grid. “Isso faria sentido para a nova franquia que chega, mas não podemos colocar em risco dois, quem sabe três times. Cabe à FOM decidir o que deve ser feito. Acho que temos espaço suficiente para encontrar parcerias com as equipes existentes no grid, mais do que receber mais uma.”

Por fim, foi a vez de Guenther Steiner, chefe da Haas, dar sua visão sobre o tema polêmico. A equipe norte-americana dirigida por ele e Gene Haas foi a última a entrar no grid em 2016 e também foi especulada como uma postulante aquisição de Michael Andretti. Para ele, a estabilidade financeira adquirida não deve ser mexida tão cedo. “Temos no momento 10 equipes estáveis, o que por muito tempo não era possível na F1. Por que elas tem que diluir o seu valor para trazer alguém novo? Estamos aqui há muito tempo. Se a FOM quer distribuir mais dinheiro ou algo assim, isso é outra discussão. Mas apenas ter mais equipes, mais não significa ser melhor”, completou.