Christian Horner defendeu a Red Bull e até a antiga rival Mercedes sobre a polêmica na taxa de compressão dos motores da temporada 2026 da Fórmula 1. Para o ex-chefe da equipe taurina, ambas tiveram mérito na interpretação do regulamento. Ele também enfatizou que no esporte sempre é preciso inovar para se manter à frente da concorrência.
Para as novas unidades de potência que estão por vir, as regras determinam que a taxa de compressão em um cilindro não pode ser superior a 16:1, o que representa uma redução em relação ao limite de 18:1 previsto no regulamento anterior. Como as equipes têm ciência dos ganhos potenciais associados ao aumento dessa taxa, especula-se que alguns projetos estejam explorando esse limite máximo, ainda que permanecendo dentro das regras.
Informações apontam que a Mercedes e a Red Bull encontraram uma forma de permitir uma taxa de compressão superior àquela imposta pelo regulamento de 2026. Isso seria possível porque, de acordo com o regulamento, a taxa de compressão é medida apenas quando o motor não está na temperatura ideal de funcionamento na pista. Em termos mais simples, trata-se de ganhos potenciais estimados em 15 cavalos de potência — cerca de 0s3 por volta.
Reuniões foram realizadas entre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as fabricantes para tentar encontrar uma solução em relação à medição da taxa de compressão. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, está confiante de que uma solução será encontrada e que nenhuma equipe com motores Audi, Ferrari ou Honda apresentará protesto. O dirigente, inclusive, já afirmou que espera esclarecer toda a situação antes mesmo do GP da Austrália, que abre a temporada 2026 da F1 em março.

Horner, que fundou a Red Bull Powertrains, a divisão de motores da equipe, falou pela primeira vez sobre a polêmica das unidades de potência e defendeu tanto o ex-time quanto a Mercedes.
“Essa é uma afirmação forte”, iniciou Christian quando a alegação de que Mercedes e Red Bull estavam supostamente trapaceando foi apresentada a ele no programa australiano Today.
“A Fórmula 1 é sobre ultrapassar limites. É sobre como você interpreta os regulamentos. Sempre foi e sempre será”, ressaltou.
“As equipes mais conservadoras são aquelas que nunca estão na frente do grid — é preciso estar sempre buscando inovar”, avaliou.

“Claro, tudo se resume a como as regras são interpretadas, e os engenheiros, alguns dos mais brilhantes do planeta, estarão analisando o regulamento e pensando: ‘Certo, como posso maximizar o desempenho?'”, completou Horner.
Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.
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