Falando pela primeira vez desde o apelo feito aos torcedores argentinos nas redes sociais, Franco Colapinto disse que se sentiu na obrigação de fazer alguma coisa diante da onda cada vez mais crescente de ataques a outros pilotos do grid e até integrantes da Alpine na Fórmula 1. Na visão do argentino, “limites foram ultrapassados”.
Depois do GP de Singapura, Colapinto postou um vídeo pedindo aos fãs para que parassem de escrever mensagens de ódio direcionadas a outros pilotos, sobretudo quando envolvidos em incidentes com ele. O caso mais recente envolveu Lando Norris, que foi tirado do GP do Azerbaijão após manobra desastrosa do argentino e, no calor do momento, pediu a suspensão do piloto da Alpine.
Os ataques a Norris foram imediatos, e a Alpine mais uma vez teve de ir a público condenar a atitude da torcida. Colapinto, então, gravou uma mensagem dizendo aos fãs que eles “não ajudavam a mim e nem ao meu futuro”.
“Amo este esporte. Antes de tudo, sou muito grato a todos os fãs que me apoiam. Acredito que, em qualquer esporte e em qualquer torcida, existe um lado ruim — um lado voltado ao ódio — com pessoas que fazem comentários maldosos que não ajudam os atletas a alcançarem seu melhor desempenho”, disse Franco aos jornalistas em Austin, nesta quinta-feira (22).
“Para mim, ultimamente, alguns limites foram ultrapassados. Já falei bastante sobre isso, e acho que essa foi, provavelmente, a última medida que eu poderia tomar para me posicionar. Falar sobre o assunto e gravar um vídeo assim só poderia ser algo positivo; por isso, fiz questão de fazê-lo. Especialmente porque meus mecânicos e engenheiros também foram alvo de muito ódio. São pessoas da minha equipe que querem o meu sucesso e me ajudam a ter um bom desempenho. Trabalho com eles diariamente e, ainda assim, eles recebem esse tipo de mensagem”, acrescentou, afirmando que ler tais comentários “machucam muito”.
“Isso me machuca muito, de modo geral. É claro que outros pilotos também recebem esse tipo de ataque. É um assunto sobre o qual conversamos constantemente. Venho falando a respeito disso, provavelmente, nas últimas dez corridas”, completou Colapinto.

Casos do tipo, claro, não são exclusividade da F1, nem da torcida argentina. Durante a passagem de Max Verstappen pelo GTWC Europe, em Portimão, Chris Lulham, companheiro de equipe do neerlandês, foi alvo de ataques após ser responsável pelo erro que causou um drive-through à equipe. Na ocasião, Max também condenou a onda de ódio contra o colega de GT.
“Eu faço o que posso”, continuou Colapinto. “Acho que, mais uma vez, limites foram ultrapassados. Por isso, a última coisa que pensei em fazer foi gravar um vídeo, e acredito que ajudou. Vocês viram que Max também se manifestou sobre o assunto. É algo que tem acontecido com frequência. Existe um problema real no esporte hoje em dia, assim como em muitas outras áreas — com artistas musicais, atores… está em toda parte”, seguiu.
“A imagem que projetamos é algo pessoal. No meu caso, não me afeta tanto, porque não fico acompanhando muito. Não foco nisso, nem dou tanta importância. Mas, para outros, o impacto é grande. Precisamos prestar atenção e melhorar essa situação. Espero que isso ajude”, completou.
“Pelo que entendi, eles [os mecânicos] receberam mensagens e comentários. Isso, mais uma vez, ultrapassou os limites. Não quero falar muito a respeito. Já comentei nas minhas redes sociais e estou falando agora. É algo sobre o qual não quero ficar falando todo fim de semana. Por isso, também li um comunicado: focar as corridas, em vez de ficar tratando desse assunto o tempo todo. Mas espero que ajude”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 23 a 25 de outubro em Austin, com o GP dos Estados Unidos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026
O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 23/10 | Treino livre 1 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sexta, 23/10 | Treino livre 2 | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Sábado, 24/10 | Treino livre 3 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 24/10 | Classificação | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 25/10 | Corrida | 17h | 21h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.