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F1

Com “mesmo carro da Austrália”, Ferrari prevê “começo difícil” de temporada 2020

Mattia Binotto deixou de lado as expectativas positivas sobre a abertura do campeonato, marcada para os dias 3 a 5 de julho, na Áustria, e deixou claro que aguarda por uma jornada difícil por conta de um carro que não correspondeu durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1

Redação GP

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Há três meses, a Ferrari viajava a Melbourne para abrir a temporada 2020 da Fórmula 1 com o GP da Austrália com uma expectativa bastante negativa em razão da falta de performance apresentada pela nova SF1000 nos testes de pré-temporada, em Barcelona. A escuderia de Maranello se via em um princípio de crise também pela polêmica causada pelo acordo tornado confidencial por parte da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a respeito do motor usado no segundo semestre do ano passado. Só que a pandemia do novo coronavírus impediu a realização da prova na Oceania, marcada para 15 de março, e atrasou o começo do campeonato, que agora vai ser iniciado de fato em 5 de julho com o GP da Áustria.

À época, a Ferrari tinha a esperança de desenvolver uma evolução da SF1000 e apresenta-la no início da fase europeia do calendário, prevista para o GP da Holanda ou o GP da Espanha, em maio. Entretanto, os planos foram frustrados pela determinação da FIA de fechamento das equipes por um período de 63 dias.

Assim, a versão do carro vermelho que vai acelerar no Red Bull Ring dentro de menos de um mês vai ser a mesma que embarcou para Melbourne. Assim, Mattia Binotto, chefe da Ferrari, entende que não há muito o que esperar da equipe para a estreia do campeonato.

Mattia Binotto acredita que a Ferrari vai enfrentar muitas dificuldades na Áustria (Foto: Reprodução/Twitter)

“Vai ser um começo difícil para nós. O carro vai ser o mesmo que levamos para a Austrália porque, desde então, houve o fechamento obrigatório das fábricas. Os testes de inverno não foram bons o bastante”, salientou o dirigente ítalo-suíço em entrevista ao jornal italiano ‘La Stampa’.

No desfecho da pré-temporada, o comandante da Ferrari já expressava seu desânimo a respeito do que a equipe poderia fazer no começo da temporada.

“Posso confirmar que não estou confiante como no ano passado e nosso carro não é o mais rápido. Com isso dito, o carro parece confiável e a temporada é longa. Nosso arrasto está penalizando a velocidade final. Não estamos forçando o motor ao máximo possível, porque não queremos comprometer nossa confiabilidade”, disse à época em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Barcelona.

“Estamos fazendo simulações de classificação às manhãs e de corrida à tarde. Acredito que não somos velozes ainda. Melhor em ritmo de corrida, mas ainda não entendemos tudo e resta testar alguns ajustes diferentes e adaptar aos pilotos “, comentou.

 “É difícil dizer que estamos lentos por causa da potência do nosso motor ou por causa do arrasto. Não estamos escondendo nada: esse é o desempenho real do nosso carro”, analisou o engenheiro.

Binotto ressaltou o quão incomum vai ser a temporada deste ano motivada pelas consequências da pandemia.

“É um campeonato atípico: parte dele com portões fechados, com um calendário modificado e compactado e com equipes em dificuldades econômicas porque não receberam as receitas esperadas, seja do Liberty Media ou de patrocinadores. No entanto, estamos nos preparando para encará-lo com entusiasmo. A volta à normalidade nos deixa felizes”, destacou.

Por fim, Mattia lembrou que ainda não se sabe onde vai ser o 1000º GP da história da Ferrari na Fórmula 1. “Vai ser no nono GP deste ano. Com o calendário atual, em Monza vamos correr o 999º”, concluiu.