A sexta-feira (24) de atividades do GP da Hungria terminou com uma dobradinha da Ferrari no topo da tabela de tempos do segundo treino livre. Lewis Hamilton foi o mais rápido da sessão, com 1min18s729, com Charles Leclerc logo atrás em segundo, ficando 0s148 atrás do #44. Lando Norris fechou o top-3 com a McLaren, exatamente 0s499 atrás do líder.
Max Verstappen apareceu logo em seguida com a Red Bull, que também figurou no sexto lugar com Isack Hadjar. George Russell foi o responsável por separar os dois pilotos da equipe austríaca ao ocupar a quinta posição. Liam Lawson, Oscar Piastri, Nico Hülkenberg e Arvid Lindblad completaram o grupo dos dez mais rápidos do TL2.
Gabriel Bortoleto ficou logo atrás, em 11º, mas foi um dos destaques do TL1 ao marcar o sexto melhor tempo da sessão. O líder do Mundial de Pilotos, Andrea Kimi Antonelli, apareceu somente atrás de Esteban Ocon, em 13º.
Confira as declarações dos pilotos:
Lewis Hamilton, primeiro: Hamilton adota cautela mesmo com progresso da Ferrari em TL2 da Hungria: “Precisamos melhorar”
Charles Leclerc, segundo: Leclerc diz que vantagem da Ferrari “não será a mesma” na classificação da Hungria
Lando Norris, terceiro: Norris aponta “passo à frente” da McLaren no TL2 em meio a dificuldades na Hungria
Max Verstappen, quarto: Verstappen reclama de equilíbrio da Red Bull e admite preocupação com ritmo de corrida
George Russell, quinto: Russell elogia ritmo de corrida da Mercedes, mas vê Ferrari “um passo à frente” na Hungria

Isack Hadjar, sexto: Hadjar nega surpresa com Ferrari “muito mais forte” nos treinos da Hungria
Liam Lawson, sétimo: “Estou me sentindo bem depois de concluir a sexta-feira aqui em Budapeste. O carro parece bastante rápido, mas esta é uma pista muito desafiadora, então pode ser difícil encaixar uma volta perfeita. Vamos trabalhar para fazer os ajustes necessários durante a noite a fim de nos dar a melhor chance possível de chegar ao Q3 na classificação. Gosto muito de correr no Hungaroring, então estou animado para voltar à pista amanhã.”
Oscar Piastri, oitavo: Piastri evita apontar Ferrari como favorita e diz que “tudo está em aberto” na Hungria
Nico Hülkenberg, nono: “Foi uma sexta-feira relativamente tranquila. Passamos pelos diferentes compostos de pneus, aprendemos um pouco mais sobre o equilíbrio do carro e conseguimos evoluir no acerto entre as duas sessões. No geral, diria que foi um dia decente. Como esperado, o pelotão intermediário está extremamente equilibrado mais uma vez, então cada pequeno detalhe vai fazer a diferença amanhã. Ainda há muita coisa em jogo, e vamos tentar juntar tudo na classificação.”
Arvid Lindblad, décimo: “No geral, o dia foi bastante positivo. Ainda há algumas coisas para ajustar, mas não estamos em uma situação ruim. Do meu lado, há alguns pontos que preciso melhorar antes da classificação, mas temos uma direção bem definida para amanhã. Esperávamos que a Audi estivesse um passo à frente neste fim de semana, já que este circuito favorece o carro deles, então sabíamos que seria um desafio maior do que nas últimas corridas. Dito isso, já fomos competitivos aqui antes e, se executarmos tudo da melhor forma na classificação, acho que o Q3 está definitivamente ao alcance.”

Gabriel Bortoleto, 11º: Bortoleto mostra otimismo para classificação apesar de grid “apertado” na Hungria
Esteban Ocon, 12º: “Foi uma sexta-feira muito melhor em comparação com o que tivemos em Spa. O carro se comportou muito melhor. Nas últimas corridas, enfrentamos muitas dificuldades, mas hoje não tivemos nenhuma, então foi um dia muito positivo. Havia muitas coisas novas no carro pelas quais estávamos esperando há bastante tempo. Ainda é só sexta-feira, então precisamos manter esse desempenho para amanhã, porque sabemos que tudo pode mudar de um dia para o outro. Vamos tentar preservar o que tivemos hoje. Espero que amanhã possamos manter um nível semelhante de satisfação e desempenho. Para mim, foi a melhor sexta-feira em muito tempo.”
Andrea Kimi Antonelli, 13º: Antonelli critica equilíbrio da Mercedes em voltas rápidas na Hungria: “Estava sofrendo”
Pierre Gasly, 14º: “Hoje foi uma das sextas-feiras mais difíceis que tivemos até agora nesta temporada como equipe. Sabíamos que este circuito seria um desafio para nós, já que exige mais carga aerodinâmica, justamente uma área em que sabemos que, no momento, estamos em desvantagem em relação aos concorrentes. No geral, tivemos problemas de aderência e o equilíbrio do carro não está onde gostaríamos.”
“Sabemos que teremos atualizações depois da pausa de verão, mas acredito que, acima de tudo, é a sensação que precisamos melhorar e da qual precisamos extrair mais desempenho. Hoje ventou bastante e a aderência estava muito baixa, então parece que ainda não encontramos a janela ideal de funcionamento. Nesta noite vamos analisar o que podemos melhorar para amanhã e, com sorte, estar em uma posição muito melhor para a classificação.”
Oliver Bearman, 15º: “Hoje foi um dia difícil. Tive muita dificuldade com a sensação do carro, especialmente em comparação com a semana passada. Basicamente, perdi toda a confiança que havia conquistado na última corrida, então foi um dia realmente complicado. Temos muita coisa para analisar e melhorar para amanhã.”

Alexander Albon, 16º: “Hoje as condições foram difíceis na pista. Conseguimos dar bons passos entre as sessões e o ritmo com pouco combustível parece razoável, mas, entre a temperatura e o asfalto, é difícil separar o que está relacionado ao acerto do carro e o que é consequência da mudança nas condições. A Aston deu um grande salto neste fim de semana — é ela que precisamos tentar superar, e isso vai tornar o Q1 desafiador. Ainda temos algum trabalho a fazer durante a noite para aproveitar ao máximo as oportunidades amanhã.”
Carlos Sainz, 17º: “Foi uma sexta-feira complicada na Hungria, como já esperávamos. Esta pista expõe nossas principais fraquezas, e estamos tendo dificuldades para encontrar o equilíbrio ideal do carro. Vamos aproveitar o restante do fim de semana para explorar diferentes caminhos de acerto e entender como podemos evoluir em circuitos como este, onde sabemos que temos deficiências. O foco agora será coletar dados valiosos e extrair o máximo de desempenho possível deste pacote.”
Valtteri Bottas, 18º: “É bom estar de volta a Budapeste. É uma pista divertida de pilotar. Começamos o TL2 com um equilíbrio do carro bastante desafiador, mas conseguimos evoluir bem ao longo da sessão e deixamos o carro mais estável. No fim, fiquei relativamente satisfeito tanto com os stints de baixa carga de combustível quanto com os de alta carga, e o carro se mostrou bastante consistente. Temos uma boa base para desenvolver para amanhã e parece que estaremos novamente na briga, muito próximos do pelotão intermediário. Estou confiante de que podemos fazer um bom trabalho amanhã.”
Fernando Alonso, 19º: Alonso diz que atualização da Aston Martin “é muito encorajadora” e crava 1ª meta
Sergio Pérez, 20º: “Foi um dia interessante no geral. As condições da pista mudaram bastante, principalmente por causa do vento no TL2, o que nos permitiu explorar diferentes direções no acerto do carro. Acho que temos uma boa compreensão do que precisamos fazer em relação ao equilíbrio do carro para amanhã. Agora, o foco é juntar tudo na classificação.”

Franco Colapinto, 21º: Colapinto lastima “dia curto” após acidente no TL2 da Hungria: “Carros cada vez mais difíceis”
O que disseram os novatos após TL1:
Frederik Vesti, Mercedes: “Foi ótimo voltar a pilotar o W17 depois de tê-lo conduzido pela última vez em Barcelona. Foi uma sessão positiva da minha parte. Eu me senti confortável no carro, seguimos todo o programa e concluímos todo o trabalho planejado. Senti que ainda havia tempo a ser encontrado em uma volta rápida, mas esse obviamente não era o foco principal. O mais importante é que aprendemos bastante, e isso será útil tanto para o trabalho neste fim de semana quanto para a correlação dos dados com o simulador e o túnel de vento na fábrica, em Brackley.”
Leonardo Fornaroli, McLaren: “Foi uma boa sessão com o MCL40. Completei 29 voltas e encontrei um bom ritmo rapidamente, mesmo depois de um mês sem pilotar o carro. O desempenho com os pneus médios foi forte desde as primeiras voltas, mas travei os pneus na tentativa com os macios — é um ponto de aprendizado para mim. Também testamos a asa traseira de rotação, e ela funcionou como esperado, o que é animador para a equipe. No geral, estou satisfeito com a forma como o dia transcorreu e com o retorno positivo da equipe. Aprendi bastante, consegui coletar muitos dados valiosos e ajudar no acerto do carro para Oscar, que era o principal objetivo. Mais uma vez, agradeço à equipe pela oportunidade.”
Ryō Hirakawa, Haas: “Foi bom voltar ao carro . Comecei a sessão com alguns testes aerodinâmicos, mas em menor quantidade do que no TL1 anterior, então tive mais voltas para pilotar o carro na pista. As condições estavam complicadas e o carro estava um pouco difícil de guiar. Consegui registrar alguns tempos de volta no fim, mas precisei abortar algumas tentativas por causa do tráfego, então foi um pouco complicado. No fim, porém, consegui completar uma volta limpa para aproveitar o pneu, então fico satisfeito com isso.”
Paul Aron, Alpine: “Foi um dia intrigante e difícil de interpretar por causa das condições. Olhando para a sessão e para o dia como um todo, foi um dos dias mais difíceis do ano na pista para todos os pilotos e equipes. As condições estavam realmente complicadas e tivemos de nos adaptar rapidamente. Também senti a diferença em relação aos dois TL1 que fiz anteriormente nesta temporada. Tive uma forte travada de pneus com o composto médio, o que dificultou bastante o restante da atividade, mas, no geral, foi um bom dia. Foi a minha primeira vez na A526, e a equipe me passou muitas informações para me preparar para as sessões. Foi uma boa experiência, e procurei fornecer o máximo possível de feedback e comparações para a equipe, embora as condições também estivessem um pouco extremas. Foi divertido voltar a pilotar e estar novamente ao volante, e ficaria muito feliz em retornar o quanto antes.”

Colton Herta, Cadillac: “Foi muito bom poder voltar a pilotar o carro e trabalhar novamente com toda a equipe. Conseguimos cumprir todo o programa previsto para a sessão, aprendendo bastante tanto do ponto de vista pessoal quanto para o time. Também consegui aprofundar meu entendimento sobre as características do carro desde a minha última participação, em Barcelona. Sinto que fico mais confortável no carro a cada vez que o piloto, o que é muito positivo. Mal posso esperar pela próxima oportunidade.”