Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Em ano de estreia na McLaren, Daniel Ricciardo não começou bem e apontou que ainda precisa de muita adaptação para se firmar na equipe de Woking. Ao passo que o próprio australiano reconhece que está abaixo do esperado, o veterano de 31 anos afirma que não se desmotiva e que busca a cada dia se encaixar ainda mais no estilo de pilotagem que o MCL35M existe.

Em entrevista ao site oficial da F1, realizada durante o GP do Azerbaijão, Ricciardo abriu o jogo e os pensamentos acerca do primeiro ano na equipe de Woking. Dono de dois sextos lugares, na Emília-Romanha e na Espanha, como melhores resultados na temporada, o australiano recorre a motivação para superar os percalços e se adaptar à nova casa.

“Já estive nessa situação antes, seja neste nível ou não, na Fórmula 1 ou fora dela. Naturalmente, você sempre passa por esses altos e baixos. Me apaixono pelo esporte uma vez ao ano, pelo menos. Sempre tive essa sensação e provavelmente sempre terei”, afirmou.

“Uma coisa boa em mim é que sempre consegui acordar na segunda-feira de manhã, depois de uma corrida difícil como Mônaco, e manter a cabeça erguida. Fico deprimido ao longo da semana. Fico triste no domingo à noite, mas aí acordo na segunda-feira com a motivação renovada. Digo para mim: ‘Esse sentimento, eu não gosto dele, o que farei para mudar? Realmente consigo achar perspectiva nos dias ruins”, disse.

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Após passar duas temporadas na Renault, Ricciardo, que também penou para se adaptar a equipe francesa, segue na mesma toada em solo britânico. O piloto da McLaren revelou que desde o primeiro contato com o carro, já sabia que o desafio seria grande e que muito tempo de adaptação seria necessário.

“Quando guiei o carro pela primeira vez, disse: ‘Ok, é um carro diferente’. Mas isso não me desencorajou. Apenas disse ‘Vou ter que me adaptar. Quanto mais voltas eu der, mais rápido isso acontecerá”, seguiu. “O carro é bem diferente, tenho que trabalhar duro nele, e não apenas dando voltas. Tenho que me adaptar a várias coisas com meu estilo de guiar para ajudar o carro. Eu sigo tentando extrair o máximo disso”, completou

“Hoje [sexta-feira em Baku] por exemplo, eu sei que o carro não está perfeito – nenhum carro está – Estou menos focado no acerto, me concentrando mais na maneira que ele deve ser guiado, para depois me preocupar com o acerto. Estou mais focado em mim agora, eu senti desde cedo que o carro é um pouco diferente. Diferente não é ruim, diferente do tipo ‘ tenho que trabalhar nele”, afirmou.

Daniel Ricciardo foi aos pontos e terminou o GP do Azerbaijão na nona colocação (Foto:McLaren)

Ricciardo leva em conta ao processo fatores como a mudança de assoalhos na categoria, que segundo ele, impacta a todos os pilotos, principalmente os que trocaram de equipe na temporada. Além disso, já projetando uma mudança de patamar da McLaren em 2022, quando o novo regulamento técnico da F1 entrar em vigor, o australiano afirma que usa a atual temporada como uma grande sessão de testes para estar pronto no ano que vem, brigar por vitórias e, eventualmente, o tão sonhado título.

“Conversando com outro pilotos, sobre o novo assoalho e a forma como os pneus operam, percebo que está sendo desafiador para todo mundo, talvez isso seja amplificado para minha situação porque eu troquei de equipe e estou em um carro único”, continuou.

“No momento, penso que estou apenas tentando me adaptar, isso é fato. Obviamente, você quer resultados no presente, mas não tenho me pressionado tanto, e ultimamente não estamos brigando pelo título nesta temporada, então o que temos a perder? Talvez um quinto ou oitavo lugar. Eu prefiro colocar tudo em ordem, caso no ano que vem a temporada nos permita brigar pelo título, eu esteja no auge de minha forma para isso”, seguiu.

“Estou muito confortável com a equipe e familiarizado com todos. Estava preocupado em deixar algumas coisas passarem. Você, com toda certeza, deixa a zona de conforto em uma nova equipe. Isso demanda um trabalho extra e mais energia, mas estando comprometido com a McLaren nos próximos anos, esse esforço valerá a pena. Ao passo que se foram seis meses, em um ano devo ser um piloto mais completo”, afirmou o australiano.

“Estou muito confortável com a equipe, temos um ótimo relacionamento. Trabalhamos muito na pré-temporada, agora a grande luta é eu ganhar velocidade, digo, ficar confortável guiando o carro da maneira que ele deve ser guiado”, concluiu.