Conteúdo patrocinado por Ford Racing

Resumo

A relação entre os pilotos brasileiros e a Ford atravessa diferentes períodos da Fórmula 1, desde a consolidação dos motores V8 aspirados nos anos 1970 até a evolução eletrônica dos carros na década de 1990. A ligação não se limitou a uma equipe: Lotus, McLaren, Brabham e Stewart utilizaram propulsores associados à fabricante estadunidense em momentos marcantes de suas histórias.

O elemento mais importante dessa trajetória foi a parceria com a britânica Cosworth, responsável pelo desenvolvimento de motores que se tornaram referência na categoria. Entre eles, o DFV de 3 litros, introduzido em 1967, ocupou uma posição central por sua combinação de competitividade, disponibilidade para diferentes construtores e capacidade de integração aos projetos dos carros.

A partir dessa base, brasileiros conquistaram campeonatos, vitórias e pódios em situações esportivas muito diferentes. Fittipaldi participou da consolidação do DFV como motor vencedor, Pace triunfou diante da torcida em Interlagos, Piquet encerrou a temporada de 1981 como campeão e Senna mostrou o potencial do conjunto McLaren-Ford em 1993, mesmo enfrentando adversários com vantagens técnicas.

Fittipaldi abre caminho com dois títulos e motores Ford-Cosworth

O primeiro brasileiro campeão mundial de Fórmula 1 também inaugurou uma relação vitoriosa entre os pilotos do país e os motores Ford-Cosworth. Emerson Fittipaldi conquistou o campeonato de 1972 com o Lotus 72D, equipado com o V8 DFV, e tornou-se, aos 25 anos, o mais jovem campeão da história da categoria até então.

O Lotus 72 era um dos projetos mais importantes de sua geração. Concebido por Colin Chapman e Maurice Philippe, utilizava soluções aerodinâmicas e de distribuição de componentes que ajudaram a estabelecer novos padrões de desempenho. O motor DFV, instalado como parte estrutural do conjunto, contribuía para a configuração compacta do carro.

Emerson Fittipaldi se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial, em 1972, pela Lotus (Foto: Reprodução)

Na temporada de 1972, Fittipaldi venceu cinco corridas — Espanha, Bélgica, Grã-Bretanha, Áustria e Itália — e assegurou o primeiro título mundial do automobilismo brasileiro na F1.

Dois anos depois, o brasileiro mudou de equipe e conquistou seu segundo campeonato, desta vez com a McLaren. O M23 equipado com Ford-Cosworth DFV permitiu a Fittipaldi vencer os GPs do Brasil, da Bélgica e do Canadá, além de acumular resultados suficientes para superar Clay Regazzoni na disputa pelo título.

A mudança da Lotus para a McLaren também demonstrou uma característica importante do DFV: o mesmo projeto de motor podia integrar carros desenvolvidos por construtores diferentes e permanecer competitivo na luta pelo campeonato.

Pace conquista Interlagos e protagoniza vitória histórica em 1975

Em 26 de janeiro de 1975, José Carlos Pace conquistou a única vitória de sua carreira na Fórmula 1 ao vencer o GP do Brasil, em Interlagos. O brasileiro pilotava o Brabham BT44B, equipado com Ford-Cosworth DFV V8, e cruzou a linha de chegada à frente de Emerson Fittipaldi, então campeão mundial em exercício, que competia com a McLaren.

Pace celebra vitória no pódio em Interlagos (Foto: Getty Images)

Pace largou da sexta posição e venceu uma corrida de 40 voltas, terminando 5s790 à frente de Fittipaldi. Jochen Mass completou o pódio com outra McLaren-Ford, formando uma chegada com três carros equipados com motores da mesma montadora.

O BT44B era uma evolução do projeto concebido por Gordon Murray. A Brabham explorava as possibilidades oferecidas pelo V8 DFV, combinando a arquitetura do motor com soluções próprias de chassi e aerodinâmica.

A conquista ganhou um significado permanente para o automobilismo brasileiro. Depois da morte de Pace, em março de 1977, o circuito de Interlagos passou a levar oficialmente o nome do piloto.

A vitória de 1975 também ocupa um lugar especial na história dos motores Ford no Brasil: foi uma das duas conquistas de brasileiros em Interlagos que serão aprofundadas na segunda reportagem desta série, dedicada a Pace e Senna.

Piquet conquista primeiro Mundial com Brabham-Ford em 1981

Nelson Piquet conquistou seu primeiro título mundial em 1981, pilotando o Brabham BT49C, equipado com o motor Ford-Cosworth DFV V8. A temporada foi decidida apenas na última etapa, disputada em Las Vegas, quando o brasileiro superou Carlos Reutemann por um ponto na classificação final.

Piquet terminou o campeonato com 50 pontos, contra 49 do argentino. Ao longo da temporada, venceu os GPs da Argentina, de San Marino e da Alemanha, além de conquistar resultados decisivos nas etapas finais.

Nelson Piquet na corrida que lhe garantiu o título, em Las Vegas (Foto: Reprodução/Reddit)

O Brabham BT49C representava uma fase em que a competitividade dependia não apenas da potência do motor, mas também da eficiência aerodinâmica, do comportamento dos pneus e da exploração dos limites regulamentares. O projeto de Gordon Murray foi desenvolvido em um período de intensas mudanças técnicas na Fórmula 1.

O título de 1981 também marcou uma das últimas grandes conquistas do DFV na disputa entre motores aspirados e os novos projetos turbo, que ganhariam protagonismo nos anos seguintes.

Piquet voltaria a ser campeão em 1983 e 1987, portanto, a ligação de seu tricampeonato com a Ford corresponde especificamente ao título de 1981.

Senna vence cinco corridas em 1993 com McLaren-Ford

Ayrton Senna escreveu um dos capítulos mais conhecidos dessa história em 1993, quando a McLaren voltou a utilizar motores Ford-Cosworth depois do encerramento da parceria com a Honda.

O McLaren MP4/8 recebeu o motor HB V8 aspirado de 3,5 litros, uma unidade diferente do DFV utilizado nas conquistas das décadas anteriores. O carro incorporava tecnologias avançadas de suspensão ativa, controle de tração, transmissão semiautomática e gerenciamento eletrônico.

A McLaren, entretanto, começou o campeonato em uma situação desfavorável. A Benetton tinha acesso prioritário a versões mais recentes do motor HB, enquanto a equipe de Senna utilizava inicialmente especificações anteriores. O conjunto também enfrentava a superioridade da Williams-Renault, especialmente em potência e desempenho geral.

Ayrton Senna no GP da Europa, em Donington Park (Foto: Divulgação/McLaren)

Mesmo nessas condições, Senna venceu cinco corridas em 1993: Brasil, Europa, Mônaco, Japão e Austrália. Terminou o campeonato como vice-campeão, atrás de Alain Prost, e conquistou algumas das vitórias mais lembradas de sua carreira.

Em Interlagos, no dia 28 de março, Senna venceu uma corrida marcada por condições meteorológicas variáveis, superando Damon Hill e Michael Schumacher. O resultado foi sua segunda vitória no GP do Brasil e a última conquista do piloto diante da torcida brasileira.

O desempenho ao longo daquele ano também mostrou como a integração entre motor, chassi, eletrônica, estratégia e capacidade de pilotagem podia compensar parte das limitações de potência. A McLaren terminou 1993 com cinco vitórias, todas conquistadas por Senna.

Barrichello leva Stewart-Ford ao pódio em Mônaco

A trajetória de Rubens Barrichello com motores Ford ganhou destaque em 1997, quando o brasileiro passou a defender a recém-criada equipe Stewart Grand Prix, fundada por Jackie Stewart e seu filho Paul.

Barrichello havia estreado na Fórmula 1 em 1993 com a Jordan, equipada com motores Hart. Portanto, sua relação com a Ford não começou na estreia na categoria, mas ganhou importância com a mudança para a Stewart.

O Stewart SF01 utilizava um motor Ford V10, desenvolvido dentro da estrutura técnica da Cosworth. A equipe enfrentou dificuldades de confiabilidade ao longo de sua primeira temporada, mas encontrou uma oportunidade importante no GP de Mônaco.

Rubens Barrichello no GP de Mônaco de 1997 (Foto: Reprodução)

Em 11 de maio de 1997, sob chuva, Barrichello terminou em segundo lugar, atrás de Michael Schumacher, conquistando o primeiro pódio da Stewart na Fórmula 1.

O resultado foi particularmente expressivo porque a equipe ainda estava em sua temporada de estreia. Barrichello terminou a corrida à frente de Eddie Irvine, que completou o pódio pela Ferrari.

A parceria entre Stewart e Ford continuaria nos anos seguintes, antes da transformação da estrutura na equipe Jaguar para a temporada 2000. Barrichello, por sua vez, seguiu para a Ferrari, onde conquistaria suas primeiras vitórias na Fórmula 1.

Cinco brasileiros e diferentes gerações de motores Ford

PilotoPrincipal conquistaAnoEquipe e carroMotor
Emerson FittipaldiCampeão mundial1972Lotus 72DFord-Cosworth DFV V8
Emerson FittipaldiCampeão mundial1974McLaren M23Ford-Cosworth DFV V8
José Carlos PaceVitória no GP do Brasil1975Brabham BT44BFord-Cosworth DFV V8
Nelson PiquetCampeão mundial1981Brabham BT49CFord-Cosworth DFV V8
Ayrton SennaCinco vitórias na temporada1993McLaren MP4/8Ford-Cosworth HB V8
Rubens BarrichelloSegundo lugar no GP de Mônaco1997Stewart SF01Ford V10

As conquistas ajudam a dimensionar a presença dos motores associados à Ford na história brasileira da Fórmula 1. O DFV esteve presente nos títulos de Fittipaldi e Piquet e na vitória de Pace em Interlagos, enquanto o HB participou da temporada de cinco vitórias de Senna. O V10 da Stewart, por sua vez, marcou um momento importante da carreira de Barrichello e da construção de uma nova equipe.

São capítulos de diferentes épocas, regulamentos e projetos técnicos, reunidos pela participação da Ford e da Cosworth em algumas das conquistas mais relevantes do automobilismo brasileiro.

A Fórmula 1 volta de 6 a 8 de novembro em Interlagos, palco do GP de São Paulo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além disso, o GP estará in loco com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.

F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique

DIAATIVIDADEBRASIL*PORTUGALCABO VERDEANGOLAMOÇAMBIQUE
6/11Treino livre 112:3015:3014:3016:3017:30
6/11Treino livre 216:0019:0018:0020:0021:00
7/11Treino livre 311:3012:3013:3015:3016:30
7/11Classificação15:0018:0017:0019:0020:00
8/11Corrida14:0017:0016:0018:0019:00

*Horários de Brasília