De acordo com o que promete o novo regulamento da Fórmula 1 2022, os carros terão desempenhos mais próximos, proporcionando mais disputas roda a roda, ultrapassagens e movimentação no pelotão. Os novos modelos passarão a depender mais do chamado efeito-solo, que basicamente deixa os bólidos mais presos ao chão ao gerar mais pressão aerodinâmica. Assim, a possibilidade de seguir outro competidor de perto e ter o controle do monoposto durante a disputa é consideravelmente maior.
No entanto, conforme os testes e o desenvolvimento para este ano ainda se desenrolam, Mike Elliott, diretor-técnico da Mercedes, acredita que os carros da temporada não serão muito diferentes aos de 2021. Peso e o combustível, por exemplo, ainda são questões que precisarão de muitas análises ao longo do campeonato.
“O desempenho geral dos carros novos provavelmente não será muito diferente dos antigos”, disse Elliott. “Obviamente, a intenção desse regulamentos era tentar melhorar as ultrapassagens, e levará um pouco de tempo até que possamos ver se isso realmente acontece”, acrescentou.
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“O carro é um pouco mais pesado, a unidade de potência do combustível E10 terá um desempenho um pouco diferente, e a forma como a aerodinâmica funcionará com a configuração que o acompanhará também será diferente. Até que tiremos o melhor disso, até que tenhamos desenvolvido isso através dos testes e das primeiras corridas, não saberemos realmente”, seguiu.
No início do ano, Nikolas Tombazis, diretor-técnico de monopostos da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), reiterou que a meta é realmente aproximar as equipes em termos de competitividade. Ele acredita a diferença ainda será grande no início do ano, mas deve diminuir ao longo da temporada, conforme o campeonato for acontecendo e os times observarem os avanços de seus concorrentes.
“É difícil de imaginar que possamos bater a última temporada no primeiro ano do novo regulamento”, disse Tombazis ao portal alemão Auto Motor und Sport. “Mas é importante que consigamos atingir os dois objetivos que traçamos. A disputa deve ser mais parelha e deverá ser mais fácil seguir [de perto] outro carro. No momento, algo em torno de 3s separam o primeiro do último. Esperamos que no final de 2022 seja apenas 1s5”, explicou.
“Os carros vão se ajustar rapidamente no momento em que se tornar claro o que funciona e o que não funciona”, concluiu.