A Aston Martin terminou a primeira parte da temporada 2026 da Fórmula 1 respirando, enfim, com a grande atualização que apresentou até agora. Para quem fez tudo para se tornar uma das equipes de ponta nos últimos tempos, apenas sair da rabeira do grid para o pelotão intermediário é muito pouco. Otmar Szafnauer, ex-chefe da Aston Martin, tem uma opinião sobre o que causa os problemas.

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Szafnauer era o chefe antes mesmo da era Lawrence Stroll, ainda nos tempos de Force India. Quando o consórcio liderado pelo magnata comprou o time, em outubro de 2018, foi inicialmente mantido e ainda esteve a cargo das operações até o fim de 2021, quando foi sacado. É justamente aí que vê as coisas dando errado.

“Lawrence é o dono da equipe há uns oito anos, mas é preciso voltar cinco anos no tempo”, apontou em entrevista ao podcast High Performance Racing.

A explicação que oferece não é das mais complexas. Stroll, que comprou a Aston Martin para que pudesse dar um nome robusto ao time de F1, reconstruiu e ampliou toda a fábrica, aumentou o número de funcionários e mandou fazer o túnel de força mais moderno da categoria, moveu-se com objetivo desajustado no que diz respeito ao tempo.

“Para mim, a bagunça vem de querer sucesso rápido demais na F1. Querer sucesso rápido demais e não ser paciente significa que você muda sua equipe muito rapidamente, mas as equipes mais bem-sucedidas são aquelas onde há estabilidade”, continuou.

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Aston Martin melhorou um pouco, mas ainda sofre (Foto: Aston Martin)

“É o que Toto [Wolff] e a Mercedes têm hoje, estabilidade de pessoal. É o que a Red Bull tinha quando estava vencendo e a mesma coisa para a Ferrari sob Ross [Brawn]”, continuou.

A Aston Martin marcou apenas um ponto no campeonato, com Fernando Alonso no GP de Mônaco, e está a frente somente da Cadillac no Mundial de Construtores.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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