Há uma crescente discussão no paddock da Fórmula 1 sobre o peso dos carros atuais. Tanto é verdade, que F1 e FIA se comprometeram a buscar uma diminuição do peso a partir de 2026, ainda que os motores sejam, ao menos em teoria, mais pesados que os atuais. Para Fernando Alonso, contudo, o problema maior da pilotagem não está no peso, mas no tamanho dos bólidos.
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Embora Alonso concorde que seria mais divertido guiar carros de menos peso no Mundial, o que incomoda mais o bicampeão é o espaço físico que os carros ocupam. Atualmente, o peso mínimo dos bólidos é de 798 kg, enquanto têm 5,63 m de largura e 2 m de comprimento.
“O peso é extraordinário. No momento, o desempenho em baixa velocidade não é ótimo. Continuamos fazendo esses carros cada vez mais seguros, mas, obviamente, quanto mais pesados os fazemos, mais o impacto, quando batemos, parece contra um ônibus em vez dum carro compacto”, afirmou.

“Não creio que reduzir [o peso] mudaria muito o show. Acho que é mais o tamanho dos carros que o peso que torna as coisas difíceis: ultrapassagens, brigas nas primeiras curvas das corridas… Isso é difícil por conta da posição do carro e do tamanho, não do peso”, falou.
“Vai ser difícil realmente reduzir muito o peso, uma vez que os motores híbridos sempre serão mais pesados que os normais, e a segurança dos carros é altíssima também. Sei que há algum interesse nessa direção [de diminuir o peso], mas veremos o que vão conseguir fazer”, continuou.
“Sempre vai ser legal e mais divertido guiar carros mais leves, mas, no fim das contas, acho que é mais uma questão do tamanho que dificulta o trabalho”, encerrou.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, com o GP da Áustria, em Spielberg, nona etapa da temporada 2023. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.