Fernando Alonso garantiu que a idade não impacta na decisão de seguir ou não na Fórmula 1, mas voltou a deixar no ar certo tom de mistério sobre a decisão envolvendo a próxima temporada. Ao ser questionado se ter carros menos exigentes fisicamente de pilotar poderia servir para estender a carreira, o bicampeão deu de ombros e lembrou o GP do Catar de 2023.

Na época, a combinação entre o forte calor e a umidade, além da exigência física da corrida, cobrou o preço em diversos pilotos. Lance Stroll abandonou após desmaiar brevemente ao volante, Logan Sargeant teve dores de cabeça e Esteban Ocon vomitou dentro do capacete duas vezes, para ficar apenas em alguns exemplos. Alonso, por outro lado, dava as entrevistas normalmente.

“Quando corremos no Catar, em 2023, todos estavam quase mortos no Parque Fechado. E eu estava bem, dando as entrevistas para as televisões”, disse Alonso. “Mas depende, pode existir alguém que esteja usando 100% da capacidade cerebral e física para pilotar, enquanto Max Verstappen, talvez, esteja usando 10% porque está em outro nível”, analisou.

O espanhol ressaltou que, muito mais importante que a idade, a decisão se baseia nos objetivos que ainda seguem vivos para o futuro. Relembrando também os anos em que deixou a Fórmula 1, época em que venceu as 24 Horas de Le Mans e disputou a Indy 500, Alonso garantiu que o apetite é o que realmente importa.

“A idade não é um problema. É sobre motivação, diversão, o que ainda resta para ser conquistado. Alguns pilotos nunca nem subiram ao pódio, outros nunca venceram uma corrida, pilotos que sonham em ser campeões um dia”, ressaltou.

“Obviamente, também tenho esses objetivos e o apetite, mas também tenho ambições maiores. Tirei os anos sabáticos para me tornar um piloto mais completo e aprender coisas diferentes, não apenas especificamente ligadas à Fórmula 1”, completou Alonso.

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Alonso ainda não declarou oficialmente se seguirá na F1 em 2027 (Foto: Aston Martin)

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