Além da disputa dentro das pistas, a temporada 2026 da Fórmula 1 tem outro fator determinante na briga pelo título: a corrida pelas atualizações nos carros. Um regulamento totalmente novo, somado ao teto de gastos, faz as equipes quebrarem a cabeça sobre qual abordagem adotar para permanecer competitivas ao longo do ano. Um exemplo claro ocorre com a Mercedes, que, apesar de dominar as primeiras corridas do campeonato, vê uma ameaça real de McLaren e Ferrari por levar poucas melhorias para o W17, o que a levou a ocupar a última posição neste quesito. Por outro lado, o time italiano é o líder, já que levou a maior quantidade de componentes novos.

De acordo com um levantamento do portal The Race, Mercedes e Williams são as equipes que menos atualizaram os carros durante a temporada, com 24 componentes novos cada. Em contrapartida, a Ferrari foi a que mais levou melhorias, sendo 40 ao todo.

Por não haver referências de anos anteriores, as atualizações nos carros ganharam ainda mais importância em 2026, o que fica mais evidente com o time de Brackley, que optou por um maior investimento na construção do projeto, visando um bom começo de campeonato. Não por acaso, as Flechas de Prata venceram os seis primeiros GPs com facilidade, o que levou Andrea Kimi Antonelli a construir uma boa margem na liderança do campeonato.

Porém, do GP da Catalunha até a etapa em Zandvoort, Mercedes, Ferrari e McLaren ganharam duas corridas cada. O domínio das etapas iniciais por parte do time alemão já aparece cada vez mais díficil de se repetir neste ano, especialmente considerando as frequentes atualizações das rivais.

A análise de todas as melhorias declaradas à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) coloca a equipe italiana na liderança, com 40 peças novas desde a abertura da temporada, na Austrália, até a prova mais recente, o GP dos Países Baixos. O time papaia e a Red Bull aparecem na sequência, com 38 cada. Por outro lado, as Flechas de Prata dividem a última colocação com a Williams: foram apenas 24 componentes novos no período.

F1 2026, PAISES BAIXOS, CORRIDA, FERRARI, LEWIS HAMILTON
Ferrari foi a equipe que mais atualizou o carro na F1 2026 (Foto: Gabriel López / Grande Prêmio)
PosiçãoEquipeTotal de atualizações
Ferrari40
McLaren38
Red Bull38
Aston Martin34
Cadillac34
Racing Bulls30
Alpine29
Haas28
Audi25
10ºMercedes24
10ºWilliams24

No entanto, nem todas as atualizações têm como objetivo a evolução do desempenho. A Red Bull levou nove melhorias para ajustar a confiabilidade, enquanto a Ferrari não apresentou nenhuma. Quanto às peças novas que correspondem apenas ao ganho de performance, o time de Maranello sai na frente outra vez, com 36.

A Aston Martin, que levou um grande pacote de atualização para o GP da Hungria, aparece na segunda posição, com 33, logo à frente da McLaren, que já evoluiu o MCL40 com 30 componentes novos desde a primeira corrida do ano. Em contrapartida, a Mercedes volta a figurar entre as últimas colocações, com 19, ficando empatada com a Audi e apenas com a Williams atrás, que teve 16 melhorias de desempenho em 2026.

PosiçãoEquipeAtualizações de desempenho
Ferrari36
Aston Martin33
McLaren30
Alpine29
Cadillac27
Haas27
Red Bull25
Racing Bulls25
Mercedes19
Audi19
11ºWilliams16

Embora Wolff já tenha admitido que sofre para investir em grandes pacotes de atualizações para o W17 por conta do orçamento limitado, é importante ressaltar que nem todas as peças têm o mesmo preço. Um novo assoalho, por exemplo, custa bem mais que um simples acessório para o halo.

Apesar de não ser possível determinar valores com exatidão, estima-se que a Aston Martin foi a equipe mais gastou na temporada 2026, considerando a amplitude da atualização para o GP da Hungria, que incluiu um chassi novo — o que não é nada barato. Ferrari, Red Bull e McLaren aparecem logo na sequência, enquanto a Mercedes gastou um pouco mais da metade em relação ao time esmeraldino.

EquipesGastos estimados (vs. Aston Martin)
Aston Martin100%
Ferrari e Red Bull~90%
McLaren~85%
Audi e Alpine~70%
Racing Bulls~60%
Mercedes~55%
Haas, Cadillac e Williams~50%

O que mais chama a atenção é a diferença considerável entre Mercedes e as outras equipes grandes, McLaren, Ferrari e Red Bull. Ao contrário das rivais, o time alemão de fato investiu bem menos, corroborando as falas de Wolff sobre a limitação no orçamento.

Porém, há uma margem de US$ 6 milhões (R$ 30,9 milhões) que pode ser usada até 2028 para solucionar eventuais problemas ligados ao novo regulamento — US$ 3 milhões (R$ 15,4 milhões) entre 2026 e 2027 e a outra metade entre 2027 e 2028. Tal variação foi acordada e concedida às equipes porque os ajustes que serão feitos nos motores nos próximos dois anos podem impactar o projeto do chassi.

Trata-se, na verdade, de um recurso também estratégico. Uma equipe, por exemplo, pode decidir usar boa parte do capital extra até o final do ano e o resto em 2027, porém ficará sem margem financeira para 2028.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 4 a 6 de setembro, em Monza. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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