Durante a manhã desta terça-feira (18), a FIA recusou oficialmente o pedido da Ferrari sobre a revisão da punição de Carlos Sainz no GP da Austrália — e a equipe italiana reagiu rapidamente. Em um comunicado divulgado por meio de suas redes sociais, o time de Maranello admitiu decepção com a decisão da entidade, já que considerava ter provas suficientes para que a penalização do piloto espanhol — que abalroou Fernando Alonso — fosse revista.

“Nós recebemos a decisão da FIA de não nos dar o direito de revisão em relação à punição imposta a Carlos Sainz no GP da Austrália de 2023. Estamos naturalmente decepcionados, e sentimos que providenciamos novos elementos significativos para que a FIA reexaminasse a decisão — especialmente no contexto das condições particulares e dos muitos incidentes que ocorreram na última relargada”, diz o comunicado.

Na ocasião, após a última relargada, Sainz perdeu o ponto de frenagem e atingiu a traseira de Alonso na primeira curva do Albert Park. Ainda que os líderes Max Verstappen e Lewis Hamilton tenham passado ilesos, o entrevero gerou diversas consequências para os carros que vinham atrás e acarretou em uma punição de 5s para o espanhol da Ferrari, que despencou no pelotão e acabou zerado.

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Na imagem, é possível ver Alonso rodado após ser tocado por Sainz na primeira curva (Foto: F1)

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Assim, a equipe italiana requisitou um julgamento para recorrer da punição e se baseou em três fatores principais: os dados da telemetria do carro de Sainz após a relargada, as próprias declarações do piloto após a disputa e, principalmente, a opinião de Alonso, diretamente envolvido no acidente com Carlos.

No entanto, em audiência que durou cerca de duas horas e meia, a FIA recusou o pedido e disse que o piloto do carro #55 culpou a dificuldade de visibilidade pelo Sol, além dos pneus frios. Para a entidade, contudo, “não é algo justificável para impedir uma punição por causa de uma colisão”. Assim, a Ferrari prometeu uma nova rodada de conversas para debater possíveis mudanças na fiscalização do esporte.

“Nós temos, entretanto, respeito pelo processo e pela decisão da FIA. Agora, estamos ansiosos para entrar em uma discussão mais abrangente com a FIA, a F1 e todas as equipes, com o objetivo de melhorar ainda mais a fiscalização de nosso esporte, para que possamos garantir o nível mais alto de justiça e consistência que nosso esporte merece”, finalizou a Ferrari.

Fórmula 1 entrou em um recesso forçado de quatro semanas, por conta do cancelamento do GP da China, e retoma a temporada 2023 entre os dias 28 e 30 de abril, com o GP do Azerbaijão, nas ruas de Baku.