A Ferrari começa o Mundial de Fórmula 1 da temporada 2022 com moral. Líder tanto no campeonato de Pilotos quanto no de Construtores, não há quem descarte os italianos como candidatos ao título neste momento. O próximo desafio é o GP da Austrália, em dois fins de semana, e a equipe chega animada. De acordo com Mattia Binotto, a F1-75 já provou um traço fundamental: é excelente para se adaptar.
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Depois de duas corridas em pistas muito velozes no Bahrein e Arábia Saudita, o circuito de rua de Melbourne é outra história. É mais travado e pede outro tipo de qualidade do carro, embora tenha sido modificado nos últimos tempos. A F1 vai reencontrar a Austrália, onde não vai desde março de 2019 por conta da pandemia do novo coronavírus. As necessidades são outras, mas o carro indicou que dá conta.
“Melbourne é uma pista diferente das duas últimas. É uma pista que mudou bastante desde a última vez que fomos até lá, então será uma novidade para todos. Estamos confiantes porque vimos em Barcelona, Bahrein e Jedá que nosso carro se adapta bem, então esperamos ser competitivos novamente”, disse ao site italiano Motorsport IT.

É um feito após os anos difíceis que teve e um desafio após começar as temporadas 2017 e 2018 indicando uma possível briga com a Mercedes e terminar naufragando.
“A equipe se consolidou e cresceu em experiência. Em 2017, eu tinha acabado de ser promovido a diretor-técnico e, como eu, outros tinham acabado de entrar em novos papéis na equipe. Esses engenheiros se esforçaram muito. Acredito que, como equipe, crescemos muito não apenas na parte de pessoal, mas com nossas ferramentas de design e desenvolvimento. Penso no simulador, no túnel de vento e no CFD e assim por diante. Estamos melhor equipados que no passado”, afirmou.
“A F1-75 é uma demonstração disso, porque é fruto das pessoas que trabalham aqui e das ferramentas que utilizam. Comparado às últimas temporadas, estamos mais prontos para fazer um trabalho melhor. E há o teto orçamentário, que não existia antes, então temos de ter cuidado”, seguiu.
O grupo principal de engenharia da Ferrari segue bastante parecido àquela. Agora com Binotto na chefia geral, mas com Enrico Cardile e David Sanchez no comando do chassi e Enrico Gualtieri e Wolf Zimmerman tocando o motor. Ao menos no começo do ano, a situação se desenha diferente.
O GP da Austrália está marcado para o fim de semana dos dias 8-10 de abril.