Em meio aos crescentes debates acerca do retorno dos motores V8 à Fórmula 1 a partir do próximo ciclo regulatório, programado para começar em 2031, Koji Watanabe afirmou que a Honda está “totalmente aberta” a discutir essa possibilidade. O presidente da divisão de corridas da fábrica japonesa, no entanto, deixou claro que ainda não recebeu nenhuma proposta oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o assunto.
Importante destacar que a montadora anunciou o fim da parceria com a Red Bull em 2021, alegando que desejava focar mais na eletrificação dos carros de rua. Porém, quando tomou conhecimento do projeto da categoria para 2026 em diante, com unidades de potência que contam com divisão igualitária entre motor a combustão e parte elétrica, voltou atrás e assinou um acordo de colaboração com a Aston Martin, uma vez que esse passo se alinhava aos próprios objetivos.
Desta forma, o provável retorno dos motores V8 poderia ameaçar a presença da Honda na F1? Sem dar uma resposta definitiva, Watanabe explicou que pretende entender mais a respeito dos planos futuros antes de tomar qualquer decisão. Mas deixou claro que a sustentabilidade é um pilar importante para eles e, por isso, será levada em consideração.
“É muito simples. Em primeiro lugar, ainda não recebi nenhuma proposta oficial da FIA. É claro que li as notícias, mas, por isso, não posso dar uma resposta definitiva”, começou o dirigente em entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo. “No entanto, como a F1 é a principal categoria do automobilismo mundial, acreditamos que a tecnologia da F1 deve estar na vanguarda e precisa ser sustentável. Isso é importante”, pontuou.
O retorno dos V8 foi uma ideia inicialmente apresentada por Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, e que mais tarde recebeu o apoio de outros nomes importantes do paddock, como Stefano Domenicali, CEO da categoria, Toto Wolff, líder da Mercedes e também Laurent Mekies, chefe da Red Bull, por exemplo. Por outro lado, Mattia Binotto, responsável por comandar o projeto da Audi, pediu mais cautela ao abordar o assunto.
“Estamos totalmente abertos a discutir como alcançar uma unidade de potência desse tipo”, encerrou Watanabe, abrindo as portas para uma continuação na F1 mesmo com tal mudança.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.