Em meio a uma temporada controversa com as novas unidades de potência, a Fórmula 1 já discute junto da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) uma mudança que pode trazer de volta os motores V8, que reinaram no campeonato de 2006 a 2013. Depois, os V6 híbridos foram introduzidos a partir de 2014, mas o regulamento atual tem frustrado a F1, que já apoia a volta do V8 na próxima década.

Em entrevista ao jornal neerlandês De Telegraaf, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, voltou a falar do assunto e reforçou o apoio à iniciativa inicialmente apresentada por Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA. Além disso, garantiu que ambos os lados estão “caminhando na direção certa” por um acordo.

De momento, a expectativa é de que o motor V8 possa voltar à Fórmula 1 a partir de 2030, mas não antes disso. Domenicali também evitou cravas uma data, já que muitos detalhes ainda precisam ser resolvidos, como pontuou.

“Acho que é algo bastante importante. O presidente da FIA realmente quer isso, e nós o apoiamos nesse sentido. É claro que tudo ainda precisa ser definido. Mas acho que todos estamos caminhando na direção certa nesse aspecto”, comentou Domenicali.

O CEO da F1 também reforçou a importância de alinhar os desejos dos pilotos com os planos da categoria, mas lembrou que quem fabrica os motores também tem um peso grande nessa decisão, assim como foi na introdução das unidades de potência atuais, que contam com 50% de energia elétrica e 50% a combustão.

Sempre escuto os pilotos, que são as joias da coroa. Sempre disse isso e continuarei dizendo: se olhar para os motores atuais, não podemos esquecer que esses modelos vêm dos fabricantes. Anos atrás, eles queriam seguir nessa direção e, para nós, era basicamente ‘aceite ou deixe’. O mundo evolui, e o esporte também”, encerrou Domenicali.

A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de setembro em Monza, palco do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026.