Apesar do bom desempenho em pistas como Silverstone e Spa-Francorchamps, que tinham tudo para serem desfavoráveis ao carro da Ferrari, Frédéric Vasseur manteve os pés no chão ao falar sobre as expectativas para o GP da Hungria deste fim de semana. O dirigente deixou claro que encara cada etapa de uma vez, principalmente porque as rivais devem apresentar atualizações.

No GP da Inglaterra, que abriu este último mês de Fórmula 1 antes das férias de verão, Charles Leclerc surpreendeu a todos ao subir no degrau mais alto do pódio. No último domingo (19), na Bélgica, o monegasco contou com o safety-car virtual para incomodar novamente Andrea Kimi Antonelli, mas no fim precisou mesmo se contentar com o segundo lugar no pódio.

Lewis Hamilton, por sua vez, que teve de encarar danos na SF-26 após incidente com George Russell e punição de 5s, foi capaz de completar a prova belga na quarta colocação. Ou seja, mesmo em um traçado com trechos de alta velocidade, o ponto fraco da unidade de potência da Ferrari, o time de Maranello conseguiu somar pontos importantes no Mundial de Construtores.

Por isso, em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Spa-Francorchamps, Vasseur foi questionado sobre as expectativas para o Hungaroring, que possui características mais afeitas ao carro vermelho. “Vamos ver. Realmente não sei, porque grande parte do desempenho depende da execução. Primeiro, acho que todo mundo vai trazer atualizações na próxima semana, e hoje é impossível saber como ficará o cenário de desempenho”, começou.

“Em segundo lugar, há muito desempenho na execução: pneus, gerenciamento dos pneus, preparação dos pneus e acerto do carro contam mais do que o próprio traçado da pista. Se fizermos um trabalho com a mesma qualidade deste fim de semana, isso vai render frutos. Mas não é garantido. Nem para nós, nem para os outros. Todo fim de semana começamos do zero”, acrescentou.

“No papel, pistas como Silverstone e Spa eram provavelmente um pouco mais difíceis para nós do que outras. Mas isso não muda a nossa abordagem. Precisamos continuar pressionando e manter a mesma mentalidade. Não podemos achar que a próxima corrida será fácil, porque não será”, pontuou Vasseur.

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Frédéric Vasseur evitou elevar as expectativas para GP da Hungria (Foto: Rodrigo Ruiz/Grande Prêmio)

Com os bons resultados recentes, a Ferrari chegou a 285 pontos na classificação do Mundial de Construtores, atrás somente da Mercedes, que tem 358. Na Hungria, uma pista com curvas mais lentas e também com menos retas, a escuderia italiana terá a oportunidade de realmente dar do de cabeça ao time de Toto Wolff e, desta forma, encerrar a primeira parte da temporada em alta.

“No papel, Budapeste deve combinar um pouco melhor com o nosso carro do que Spa e Silverstone. Mas, novamente, todo fim de semana começamos do zero. Muito dependerá do acerto do carro. Budapeste provavelmente será um desafio bem diferente de Spa, então será um cenário completamente novo. Precisaremos trabalhar no mesmo nível que mostramos nos dois últimos fins de semana”, reiterou.

“Mas isso não é garantido. Não quero chegar a Budapeste pensando que será uma corrida fácil, porque não será. No papel, talvez o desgaste físico seja um pouco menor, mas ainda assim precisaremos fazer exatamente o mesmo tipo de trabalho para sermos competitivos”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 24 a 26 de julho em Budapeste, palco do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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