A reunião entre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Formula One Management (FOM) e as equipes, para avaliar possíveis mudanças no regulamento da Fórmula 1, será de caráter menos decisivo do que era esperado anteriormente. Isso porque o encontro do próximo dia 9, que acontece de maneira virtual, tem como objetivo focar em trabalhos preparatórios, e não na tomada de decisões finais.
A informação é do portal neerlandês RacingNews365 desta terça-feira (7), que deixou claro que a conversa vai focar em mudanças imediatas e de curto prazo que podem ser implementadas já no GP de Miami, próxima etapa da temporada 2026, no início de maio. O veículo ainda informou que um segundo encontro, programado para 20 de abril, será o que realmente importa, já que acontecerá a votação das propostas para ajustes das regras.
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Com a unidade de potência agora dividida igualitariamente entre parte elétrica e motor a combustão, os pilotos precisam adotar estratégias contraintuitivas para recuperar e utilizar energia no decorrer da corrida — o que tem causado preocupações em relação à segurança. No Circuito de Suzuka, há quase dez dias, Oliver Bearman se tornou a primeira vítima dessa abordagem um tanto incomum ao ter de desviar de Franco Colapinto na aproximação da Curva 13.
Ao sofrer um impacto de 50G a uma velocidade de 308 km/h, o titular da Haas recebeu o apoio dos colegas de profissão. Lewis Hamilton e Carlos Sainz, por exemplo, declararam publicamente que a F1 precisa escutar mais a opinião dos pilotos, enquanto Max Verstappen tem ameaçado seriamente deixar a competição se nenhuma medida for tomada nos próximos meses.
Como resultado, a FIA anunciou que vai aproveitar o hiato de cinco semanas sem corridas para discutir possíveis mudanças. No início de abril, o portal inglês The Race levantou algumas pautas que estariam em discussão nessa reunião, que vão desde aumentar a quantidade de energia que pode ser recuperada durante o super clipping até uma revisão completa das regras do uso da aerodinâmica ativa.
Sendo assim, no próximo dia 9, as partes envolvidas, agora munidas de dados reais e de uma avaliação das três primeiras corridas — Austrália, China e Japão —, vão discutir os primeiros passos para aprimorar as regras de 2026. Embora ajustes no método de gestão de energia dos carros possam ser feitos, o RN365 alertou que alterações mais substanciais vão exigir um tempo maior para serem implementadas.
Para esta quinta-feira, também é esperada uma decisão sobre quando vai acontecer a primeira revisão das Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO, da sigla em inglês). Com o adiamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, ainda não se sabe se a data original será mantida, no caso, após Miami, ou se o prazo será empurrado para o GP de Mônaco, que agora se tornou a sexta prova do calendário.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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