A Williams foi multada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) em US$ 25 mil (R$ 122 mil, na cotação atual) por entregar a documentação do Relatório Financeiro Anual referente ao ano de 2021 fora do prazo. A equipe inglesa tinha até 31 de março deste ano para entregar toda a papelada à entidade, o que não aconteceu.
O teto orçamentário da F1 era de US$ 145 milhões (R$ 712 milhões) na última temporada. A Williams, embora não tenha estourado o limite de gastos, reconheceu que cometeu uma infração processual ao atrasar os documentos.
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A FIA chegou a notificar a base em Grove em 12 de abril sobre a violação. Desde então, a Williams se mostrou cooperativa, na tentativa de evitar uma punição. A entidade, então, esticou o prazo para o envio do relatório corrigido até 1º de junho, mas não deixou de aplicar uma multa aos ingleses de US$ 25 mil por considerar que houve violação ao regulamento financeiro. Eles ainda tiveram de arcar com os custos incluídos pela Administração do Teto de Gastos.
O limite orçamentário da F1 tem sido bastante comentado nas últimas semanas, principalmente pelas equipes de ponta do grid, Ferrari, Red Bull, Mercedes e McLaren. Os italianos, por exemplo, já consideram sofrer alguma sansão da FIA por não verem possibilidade de fecharem 2022 dentro dos US$ 140 milhões (R$ 688 milhões) . Christian Horner, por sua vez, chegou a dizer que sete equipes podem perder as últimas quatro corridas do ano caso algo não seja feito.
Em contrapartida, as equipes menores são resistentes a qualquer discussão sobre o aumento do teto de gastos para a categoria. O chefe da Alpine, Otmar Szafnauer, já disse que vê o limite orçamentário como um aliado, da mesma forma como Günther Steiner, chefe da Haas, acredita que as equipes do meio do pelotão podem se aproximar da ponta do grid.