Andrea Stella identificou o que considera um dos principais obstáculos para Oscar Piastri na temporada 2026 da Fórmula 1. O chefe da McLaren avaliou que o australiano ainda está “pensando demais” enquanto pilota o MCL40 e afirmou que a equipe precisa criar uma sintonia maior entre piloto e carro para recuperar o desempenho apresentado anteriormente.
Em entrevista com jornalistas em Madri, Stella explicou que a principal dificuldade de Piastri surge nos momentos decisivos da classificação. Para o dirigente, quando o piloto precisa pensar excessivamente sobre as ações ao volante, perde velocidade tanto na tomada de decisões quanto no tempo de volta.
“Acho que, com Oscar [Piastri], precisamos classificar melhor e ficar mais próximos das posições de pódio desde o início. Em Monza, ele estava em terceiro na classificação, mas, de alguma forma, acabamos largando em sexto devido a uma punição por atrapalhar outro piloto”, afirmou.
“Portanto, há várias circunstâncias sobre as quais precisamos ter mais controle. Precisamos executar melhor o trabalho e, ao mesmo tempo, criar uma sintonia maior entre Oscar e o MCL40, pois ele ainda pilota ‘pensando demais'”, ressaltou.

Na avaliação do chefe da McLaren, esse processo acaba interferindo diretamente na velocidade do australiano. Ao precisar raciocinar demais sobre o comportamento do carro e as decisões que deve tomar durante uma volta, Piastri perde parte da fluidez necessária para extrair o máximo do carro.
Por isso, a McLaren já estabeleceu uma direção para tentar recuperar o rendimento de Piastri na segunda metade da temporada. A expectativa é que o piloto consiga se adaptar melhor às características do MCL40 à medida que a equipe avança no trabalho.
“Quando pilota pensando muito, tudo fica mais lento; você fica mais lento como piloto na hora de decidir o que fazer e, consequentemente, produz voltas mais lentas. Então, acho que o plano está muito claro quanto ao que precisamos melhorar e espero superarmos isso vendo um Piastri mais forte na parte final [do ano]”, completou.

A dificuldade também está relacionada às características da atual geração de carros da F1. Piastri vem demonstrando incômodo com a redução da carga aerodinâmica e com os pneus mais estreitos, que alteraram o comportamento dos monopostos e reduziram a aderência disponível.
O cenário afeta justamente uma das características de pilotagem que mais se destacavam no australiano: a capacidade de ter boa velocidade nas curvas de alta. Com menos aderência e um carro que exige uma abordagem diferente, Piastri ainda não conseguiu reproduzir de maneira consistente esse estilo em 2026.
Os números também ajudam a dimensionar o momento atual do australiano na F1. Piastri soma 120 pontos e ocupa a sétima colocação do Mundial de Pilotos, com dois pódios e nenhuma vitória na temporada. Lando Norris, por outro lado, aparece em quarto, com 186 pontos, duas vitórias e cinco pódios.
Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.