A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que o novo Modo Ultrapassagem, introduzido pela Fórmula 1 nesta temporada, poderá sofrer ajustes ao longo do campeonato, dependendo das características de cada pista. A medida surge diante de preocupações relacionadas à variação na recuperação de energia em determinados circuitos do calendário.

Uma das principais mudanças do novo regulamento técnico foi a substituição do DRS por um sistema de aerodinâmica ativa, que permite a abertura das asas dianteira e traseira em zonas específicas de ativação. O recurso trabalha em conjunto com o chamado Modo Ultrapassagem, que libera um acréscimo de 0,5 MJ (megajoules) de energia para gerar potência extra e facilitar tentativas de ataque quando o piloto estiver a menos de um segundo do carro à frente. O sistema terá pontos de ativação semelhantes aos do antigo DRS.

Apesar da expectativa em torno da novidade, ainda há incerteza sobre o impacto real do dispositivo nas corridas. Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, as equipes seguiram programas próprios de desenvolvimento, o que limitou uma avaliação mais precisa do funcionamento do Modo Ultrapassagem em condições reais de disputa.

Existe a preocupação de que determinados traçados apresentem grandes oscilações na capacidade de recuperação de energia ao longo da volta, algo que pode influenciar diretamente o estilo de corrida. Com unidades de potência híbridas que distribuem a potência em proporção praticamente equilibrada entre combustão e parte elétrica, os pilotos precisarão administrar a bateria volta após volta.

Modo Ultrapassagem pode sofrer alterações ao longo do ano (Foto: F1)

Diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis reconheceu que a entidade ainda avalia o cenário com cautela, mas indicou que o nível de energia disponibilizado para o Modo Ultrapassagem poderá ser ajustado se necessário. Ele reforçou que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre o impacto do sistema nas ultrapassagens, mas deixou claro que não descarta intervenções ao longo do campeonato.

“Depende do circuito. No momento, não tivemos muita oportunidade de avaliar isso no Bahrein, porque claramente as equipes estavam focadas em executar os próprios programas e também não queríamos correr riscos adicionais durante os testes”, afirma.

“Ainda é cedo para falar sobre ultrapassagens. Mas o Modo Ultrapassagem pode ser ajustado: se entendermos que está fraco demais, podemos fortalecê-lo. Se parecer forte demais, também podemos reduzi-lo, se necessário”, completou o diretor da FIA.

A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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