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FIA vê DRS “muito poderoso” e estuda diminuir zonas de ativação em 2023
F1

FIA vê DRS “muito poderoso” e estuda diminuir zonas de ativação em 2023

Nikolas Tombazis, diretor-técnico da FIA, e Ross Brawn, diretor da Fórmula 1, revelaram que é preciso balancear melhor a vantagem obtida pelo DRS para evitar ultrapassagens fáceis

André Netto

Publicado em

O debate sobre a influência do DRS nas corridas da Fórmula 1 segue ativo. A introdução do novo regulamento em 2022, que tinha como premissa permitir os carros de andarem mais próximos uns dos outros e assim facilitar as ultrapassagens, não teve o efeito esperado, e a asa móvel continuou sendo extremamente necessária. Em alguns casos, o DRS inclusive se tornou poderoso demais e, por isso, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda fazer mudanças em alguns circuitos.

“Em algumas corridas, nós talvez precisamos reduzir as zonas de DRS“, disse Nikolas Tombazis, diretor-técnico da FIA, em entrevista ao Autosport. “Não queremos que as ultrapassagens sejam inevitáveis ou realmente fáceis. Ainda tem que ter uma briga. Se acontece muito rápido, se você só vê um carro se aproximando e depois passando e desaparecendo, na verdade é pior do que ficar atrás e brigar. Precisamos encontrar um equilíbrio”, ressaltou Tombazis.

Quem também acredita que seja preciso rever algumas das zonas de DRS é Ross Brawn, que recentemente se aposentou e deixou o cargo de diretor da Fórmula 1. O britânico apontou Monza como um dos possíveis circuitos em que a zona de asa móvel deve ser revista e não quer ver ultrapassagens repetitivas.

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Monza pode ter zonas de DRS dimnuídas em 2023 (Foto: McLaren)

“O que sabemos é que os fãs, e sabemos disso porque também não gostamos, eles não gostam de ‘chegar a reta, abrir o DRS, ultrapassar, acelerar, abrir espaço’, tudo isso. Acho que, em um mundo ideal, o DRS é usado apenas para se aproximar de alguém, para que você possa realmente ter um ataque decente”, analisou Brawn em entrevista ao Autosport.

“Acho que não devemos ter medo de reduzir o DRS em lugares como Monza, fica um pouco ‘você chega atrás deles, aperta o botão e ultrapassa’. É um pouco rotineiro, não é? Não é muito impressionante. E, portanto, não devemos ter medo de reduzir o uso do DRS, onde ele claramente se mostra muito poderoso”, concluiu Ross.

A temporada de 2023 da Fórmula 1 se inicia no dia 5 de março, com o GP do Bahrein.