Bortoleto ressalta “carro muito difícil” da F1 e explica pilotagem: “Precisa ser limpa”
Gabriel Bortoleto destacou que carros da F1 atual são sensíveis, o que tem feito "grandes pilotos" terem problemas de adaptação
Gabriel Bortoleto destacou que os atuais carros da Fórmula 1, criados sob efeito solo, são “difíceis e complicados” de pilotar. O brasileiro, no entanto, ressaltou que os modelos são sensíveis de acordo com a pilotagem, mas que se adaptou rápido aos monopostos concebidos de modo adequado ao regulamento vigente desde de 2022.
Perguntando no podcast Beyond the Grid sobre os carros atuais, Bortoleto explanou o assunto e indicou que muitos pilotos enfrentam dificuldades em encontrar ritmo com estes modelos. Depois, o piloto da Sauber iniciou uma defesa a Lewis Hamilton, que, com exceção da temporada de 2023 na Mercedes, tem andado atrás dos companheiros de equipe com os carros de efeito solo.
“Definitivamente é um carro muito difícil. Preciso ser honesto: essa geração da F1 é complicada. São carros muito sensíveis ao vento, às condições da pista e tudo mais. Felizmente, consegui me adaptar rápido a estes monopostos, a como me sinto com eles e ao quanto posso forçá-los. Mas alguns grandes pilotos têm enfrentado dificuldades”, disse Bortoleto.
“Não acho que Lewis esteja fazendo um mau trabalho, mas todos têm expectativas muito altas em relação a ele, porque é heptacampeão mundial. Se olhar para Zandvoort, por exemplo, ele ficou muito próximo do companheiro de equipe na classificação, menos de 0s05 — e Charles é um piloto muito rápido, sabemos do que é capaz em uma volta rápida”, continuou Bortoleto.

Bortoleto também sugeriu que o carro não possui um jeito correto para fazer as curvas e que o ideal é assumir uma pilotagem limpa e com muita precisão, sem realizar movimentos bruscos.
“Não há segredo ou jeito específico de entrar [nas curvas]. Às vezes, você ataca muito forte a entrada e reza para que a saída seja boa, porque logo depois tem uma reta curta e aí não compensa ter uma saída perfeita se já perdeu muito na entrada. É um pouco diferente. Mas com esses carros, com essa geração, diria que o mais importante é manter a pilotagem limpa — no sentido de não ser muito errático, não sei se essa é a palavra certa, mas sem movimentos bruscos”, explicou Bortoleto.
“Você precisa ser limpo e pilotar com muita precisão. Não pode fazer muitas correções no meio da curva, nem chegar nesse ponto, porque esses carros são tão agressivos que, assim que você perde a traseira, praticamente já está fora: ou bate ou vai para a brita”, finalizou Bortoleto.
A Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro com o GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025.
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