Gabriel Bortoleto foi na contramão de Fernando Alonso e voltou a defender o atual regulamento da temporada 2026 da Fórmula 1. O brasileiro afirmou que mesmo com as diferenças expostas em Silverstone quanto à pilotagem, a magia do esporte não acabou.

Alonso, que é agente de Bortoleto, deixou o GP da Inglaterra sem esconder a frustração pela constatação de que “agora, você só precisa apertar um botão” para fazer ultrapassagens. A crítica foi direcionada à alta dependência da bateria, uma vez que os pilotos precisam gerenciá-la para não perderem energia em trechos de alta velocidade.

Sendo Silverstone um circuito com essas características, as diferenças de potência entre os carros foram evidentes, o que fez o bicampeão dizer que a nona etapa do calendário “não foi uma corrida de verdade”. Bortoleto, em contrapartida, discordou.

“Não acho que perdemos a magia do esporte. Ainda fazemos a curva Copse a velocidades incríveis — 280 km/h — e ainda tenho de aliviar um pouco o pé para contorná-la”, avaliou o piloto da Audi à imprensa.

“Não é uma curva que se faz de pé embaixo. Não usamos toda a aderência disponível, e o regulamento era diferente no ano passado, mas acho que precisamos seguir em frente”, continuou.

Oitavo colocado na corrida realizada no último domingo (5), Bortoleto reconheceu, no entanto, que há uma sensação diferente na pilotagem com os carros atuais, mas insistiu que é uma questão de aprendizagem e adaptação.

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Gabriel Bortoleto acredita que a F1 ainda oferece desafios em circuitos como Silverstone (Foto: Audi)

“É diferente de antes, quando podíamos fazer a curva de pé embaixo com os carros antigos de alta pressão aerodinâmica. Mas isso é consequência de termos carros menores e mais leves, algo que os próprios pilotos queriam”, seguiu.

“Abrimos um novo capítulo com os carros de 2026. E se ainda há pessoas reclamando disso, digo a elas para se acostumarem, porque essas são as regras que teremos até 2030. Vamos ficar reclamando por três anos ou o quê? É assim que as coisas são agora”, apontou.

“Os carros continuam divertidos de pilotar, são apenas diferentes de antes. Temos de nos adaptar, é assim que a vida funciona. Podemos retomar o assunto em 2030, quando entrar o novo regulamento, mas não podemos passar três anos repetindo constantemente as mesmas críticas”, encerrou.

A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.

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