A ida para Spa-Francorchamps nesta semana é obviamente emocional para todo o circo das Fórmulas 1 , 2 e 3 por completo, mas talvez mais para Pierre Gasly. O motivo é claro: o francês era muito próximo a Anthoine Hubert, que faleceu em acidente na pista belga em 2019.

Assim, ele deixou buquê de flores na área de escape da Raidillon, ponto do acidente, nesta quinta-feira (27), homenageando o amigo. E, depois, comentou sobre o que sente ao voltar ao local.

“Tem sido muito difícil e estranho, porque Spa é minha pista favorita e eu sempre tenho grandes lembranças de minha primeira vitória em monoposto, na F4, e outras como na GP2. Esse ano é algo diferente, porque assim que eu coloquei meus pés no paddock essas imagens vieram à minha cabeça, e eu não quero aceitá-las, ou tenho dificuldade em aceitá-las”, disse.

“Durante a caminhada pela pista eu tinha tais imagens na mente e tudo que eu queria é que elas nunca viessem a existir. Infelizmente é o perigo de nosso esporte. É só difícil de aceitar. Mesmo o que fiz para esse final de semana, como o capacete especial, ou deixar as flores, parece errado”, continuou.

Pierre Gasly era amigo íntimo de Anthoine Hubert, morto um ano atrás (Foto: Reprodução)

Gasly também lembrou de momentos ao lado de Hubert, ou mesmo como foi o amigo que lhe ajudou quando foi rebaixado pela Red Bull.

“Estava pensando em como estava com ele em Budapeste ano passado. Jantei com ele no domingo e nos divertimos com sua namorada e outros amigos depois do GP da Hungria. Foi a última vez que o vi. Ele também foi um dos primeiros a me mandar mensagem quando a Red Bull decidiu me colocar de volta na Toro Rosso (hoje AlphaTauri). Para mim, é só difícil aceitar que ele não está mais conosco”, finalizou o francês.