George Russell revelou que teve uma conversa com Lewis Hamilton antes do GP do Catar de domingo (8) para discutir “como trabalharíamos juntos” em Lusail. O britânico destacou que a luta da Mercedes é contra a Ferrari, já que as duas brigam pelo vice-campeonato no Mundial de Construtores.

Segundo e terceiro no grid catari, Russell e Hamilton se encontraram ainda nos primeiros metros da corrida, com um toque que culminou no abandono de Lewis. George precisou fazer uma prova de recuperação, mas terminou a corrida na quarta colocação.

George Russell destacou que a luta da Mercedes é com a Ferrari (Foto: Mercedes)

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“É claro que estou frustrado, pois foi uma enorme oportunidade perdida para nós dois”, disse Russell. “Temos uma meta, que é terminar na segunda colocação do Mundial de Construtores. Conversamos muito essa manhã sobre como trabalharíamos juntos. A luta não era um com o outro, era com a Ferrari”, apontou.

“Felizmente, ainda saímos com mais pontos do que eles neste fim de semana, mas Lewis e eu ficaremos bem. Temos um respeito enorme um pelo outro. Do meu lado, não foi nada intencional”, assegurou.

George comentou, ainda, sobre o pedido de desculpas de Hamilton, que assumiu total responsabilidade pelo choque.

“Com certeza, aprecio o fato de ele ter se desculpado por isso. Como disse o rádio, todo incidente envolve duas pessoas e, certamente, valorizo o que ele disse”, destacou.

Apesar do revés, Russell deixa o Catar animado com o ritmo demonstrado pelo W14 na corrida em Lusail.

“Para mim, o Mundial de Pilotos deste ano foi um desastre. Tenho a meta de terminar na segunda colocação do Mundial de Construtores e, claro, era uma grande oportunidade”, destacou. “Ainda tenho confiança total de que podemos conseguir, então sigo positivo, pois o carro era rápido, tive uma corrida realmente forte”, ressaltou.

“Temos algumas coisinhas vindo antes do fim da temporada”, avisou.

Nesta reta final da temporada 2023, chama atenção o crescimento da McLaren, que somou 104 pontos nas últimas três corridas da temporada. Ainda assim, George mantém a confiança de que a Mercedes tem todas as condições de brigar com a equipe de Lando Norris e Oscar Piastri.

“Acreditamos que estávamos no ritmo, talvez até mais rápidos do que a McLaren, e ver Piastri terminar tão perto de Max foi realmente bem surpreendente”, comentou. “Esta temporada não era para ser nossa, mas voltaremos mais fortes na próxima”, encerrou.

Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.