George Russell recuperou em ótimo estilo a manhã de quinta-feira perdida pela Mercedes no Bahrein. Nesta sexta-feira (13), último dia da primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026 da F1, o britânico colocou o W17 no topo da tabela ao virar 1min33s918, melhor marca até aqui. Além disso, completou quase 40 giros. Lewis Hamilton ficou a 0s2, na segunda posição, com Max Verstappen mais distante, em terceiro.

Ao contrário do drama vivido na quinta-feira, a Mercedes colocou cedo o carro na pista e rapidamente estabeleceu a marca a ser batida ao final da primeira hora, sendo os primeiros da semana a entrarem na casa de 1min33s. Na prática, no entanto, o tempo rápido de Russell não significava muito, tanto que os alemães aproveitam a ausência de contratempos para recuperar um pouco da quilometragem perdida por causa da falha no motor.

Mas se a unidade de potência ainda inspirava cuidados com a equipe de fábrica, as clientes seguiram sem grandes problemas pela manhã, com destaque para a alta rodagem de Carlos Sainz, o que mais andou na primeira parte. Piastri, com a McLaren, também apostou em alguns stints longos com diferentes configurações, enquanto Franco Colapinto colocou a Alpine em quinto por quase todo o período.

Do lado da Ferrari, a sexta-feira também começou forte, com Hamilton conduzindo todo o programa do dia em ritmo consistente. A confiabilidade do motor Ferrari, aliás, ganhou elogios rasgados da parte de Esteban Ocon, que compete na cliente Haas e acompanhou o trabalho do colega Oliver Bearman dos boxes.

Verstappen também andou na média de voltas dos adversários diretos, ainda que a Red Bull tenha apostado em um caminho diferente na primeira parte do dia. Tanto que o melhor tempo do neerlandês, em 1min35s341, foi 1s4 mais lento que o de Russell. Mas as fortes aspas contra o novo regulamento e a dificuldade com o gerenciamento da energia ainda repercutem no paddock.

Quem também esteve em ação pela manhã foi Gabriel Bortoleto, com a Audi. Em mais uma sessão livre de problemas, o brasileiro foi um dos que completaram mais de 30 voltas, sendo a melhor delas em 1min38s251. A única interrupção, na verdade, foi no final da segunda hora, quando Valtteri Bottas parou no final do segundo setor com o carro da Cadillac.

A Fórmula 1 retorna logo mais, às 9h (de Brasília, GMT-3), com a parte final do último dia da primeira semana de testes coletivos da pré-temporada 2026, no Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.

Lewis Hamilton andou com a Ferrari pela manhã (Foto: Ferrari)

Confira como foi a manhã de testes coletivos da F1 em Sakhir:

A sexta-feira de testes começou ensolarada, com termômetros em 25°C e asfalto em 29°C, porém as informações vindas de Sakhir ainda eram parcas por conta de uma falha no livetiming oficial da categoria que durou mais de 40 minutos. Até então, não foi possível acompanhar as referências de tempos de volta.

Problemas à parte, Hamilton foi o primeiro a ir à pista, dando início ao programa integral da Ferrari no dia, seguido por Lance Stroll. O canadense, aliás, foi muito vocal após os inúmeros problemas enfrentados e pôs a Aston Martin com um déficit de impressionantes 4s em relação às rivais.

Quando a minutagem da F1 enfim foi liberada, já perto da hora final, Russell apareceu no topo da tabela com 1min34s075 e 12 voltas já completadas. Verstappen — que disparou contra o novo regulamento técnico e cogitou até aposentadoria — era o segundo, ainda na casa de 1min35s, com Bearman em terceiro. Bortoleto, conduzindo a Audi pela manhã, vinha na nona colocação.

Com 50 minutos de atividade, a bandeira vermelha deu o ar da graça quando Bottas parou no final do segundo setor. O finlandês ainda foi dar uma checada na traseira do carro para ver se havia acontecido algo, uma vez que não conseguiu levá-lo de volta aos boxes sozinho.

A atividade recomeçou perto do final da primeira hora, e Bearman, Sainz, Hamilton, Piastri — sem tempo de volta até então — e Colapinto partiram para mais um stint. O piloto da McLaren saiu de macios usados e achou o sétimo lugar na tabela, com 1min37s667, ao passo que Russell, também de volta, melhorava a melhor marca da sessão para 1min33s918, o primeiro a baixar de 1min34s na semana.

Lewis também achou boa volta com o jogo de macios novos e subiu para segundo, com 1min34s209. Com uma hora e 15 minutos de atividade, Russell, Hamilton, Verstappen, Bearman, Sainz, Lawson, Piastri, Colapinto, Bottas e Bortoleto eram os dez primeiros, só que o brasileiro pegou o posto do piloto da Cadillac ao virar 1min38s588 de pneus duros.

No ranking que realmente interessava, Sainz e Lawson apareciam com 24 voltas cada, seguidos por Verstappen, com 20 — um alento para a Red Bull após o vazamento hidráulico que comprometeu metade do segundo dia. Bortoleto vinha com 16, enquanto Bottas era o lanterna, com apenas oito giros completados antes da quebra.

Com duas horas e meia para o fim, Colapinto virou 1min36s874 em stint com o C3 e subiu para quinto. Verstappen também se mantinha na pista com o mesmo tipo de pneu, porém usados e virando tempos mais altos, em 1min38s, dando indícios de estar com o carro mais pesado para um long run. E, de fato, foram ao todo 12 voltas até o retorno ao pit-lane.

Quem também apostou em um stint mais longo foi Hamilton. De macios, primeiro tentou uma volta em ritmo de classificação, a julgar pelo tempo em 1min34s3, bem próximo à sua melhor marca até então. Depois, buscou uma sequência de cinco voltas em 1min35s e 1min36s.

Piastri, de duros, também completou um long run com 13 voltas, sendo a melhor delas em 1min36s976, mais rápida que a marca anterior. A maioria, contudo, foi na casa de 1min38s.

A sessão chegou à metade com 27°C de temperatura ambiente, asfalto já em 36°C e umidade relativa do ar em 37%. Russell, ainda o mais rápido, Colapinto, Sainz e Lawson eram os que rodavam na pista, a Williams liderando a tabela de quilometragem com 42 giros dados. E Bottas permanecia nos boxes, sem previsão de retorno.

Russell, então, partiu para um stint longo com os macios, porém em ritmo de corrida, virando em 1min40s alto. Ao todo, foram 17 voltas que o deixaram com 39, no total. Na sequência, mais uma parada nos boxes para calçar os médios e retomar o trabalho de simulações de corrida. Dessa vez, 19 giros: a primeira parte em 1min39s6 de média, enquanto os últimos foram em 1min40s baixo.

A hora final trouxe nenhuma mudança na ordem de posições, mas chamava atenção a quilometragem mais curta de Bearman e Stroll, os dois com apenas 23 e 26 giros, respectivamente. A título de comparação, o piloto com mais voltas era Sainz, com 49. Nos tempos, Colapinto perdeu a quinta posição para Piastri, que fechou a atividade com a melhor volta em 1min36s390.

F1 2026, Testes de pré-temporada, Bahrein, dia 2:

POSPilotoEquipeTempoDiffVoltas
1G RUSSELLMercedes1:33.91878
2L HAMILTONFerrari1:34.209+0.29169
3M VERSTAPPENRed Bull RBPT Ford1:35.341+1.42361
4O BEARMANHaas Ferrari1:35.972+2.05470
5O PIASTRIMcLaren Mercedes1:36.390+2.47273
6F COLAPINTOAlpine Mercedes1:36.874+2.95664
7C SAINZWilliams Mercedes1:37.186+3.26868
8L LAWSONRacing Bulls RBPT Ford1:37.238+3.32084
9G BORTOLETOAudi1:37.536+3.61860
10L STROLLAston Martin Honda1:38.423+4.50554
11V BOTTASCadillac Ferrari1:38.772+4.85437