Lewis Hamilton explicou o entrevero que teve com Liam Lawson durante os treinos livres do GP do Azerbaijão, quando o heptacampeão ficou lento à frente do neozelandês na curva 19. Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Baku, o britânico relatou que o episódio ocorreu por conta do regulamento da F1 2026, já que o “carro simplesmente morreu”.
Quarto no TL1 e quinto no TL2 nesta quinta-feira (24), Hamilton apontou que situações como essa já estão sendo discutidas e projetou que haverá conversas durante o briefing dos pilotos, pois avalia que as equipes não possuem dados ou simulações suficientes para antecipar esse tipo de cenário. O representante da Ferrari destacou que acreditava ter distância suficiente para não atrapalhar Lawson, mas sofreu com a repentina perda de potência do carro e pediu diretrizes mais claras por parte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
“Sim, nós debatemos isso, e tenho certeza de que vamos falar sobre isso no briefing dos pilotos. Mas, sabe, com as regras que a FIA nos deu este ano, quando se chega para o fim de semana, não há dados ou simulações para dizer: ‘Ok, quando você chega na última curva e vai com o acelerador a fundo, e você tem 500 cavalos de potência a menos do que o carro atrás ou na frente em uma volta’ — este é o espaço que você precisa ter antes que eles cheguem… Eles não te dizem a velocidade de aproximação que você vai ter”, disse Hamilton.
“Eu estava 4 segundos à frente, basicamente. Eu entrei na última curva forçando e conseguia vê-lo. Achei que a diferença era suficiente. Fui com o acelerador a fundo e aí o carro simplesmente morreu, e ele fechou o espaço todo de repente. E isso pode acontecer com qualquer um. É preciso ter diretrizes mais claras por parte deles, porque nenhum dos pilotos quer se meter em problemas, nenhum deles está tentando entrar no caminho de ninguém. Nosso único objetivo é sair do caminho e também fazer a nossa volta”, acrescentou.
Hamilton explicou que já fez uma sugestão para minimizar esse tipo de situação entre as curvas 18 e 19, que são feitas praticamente de pé embaixo em trecho curto na longa reta principal.

“Por isso, acho que vamos falar sobre isso no briefing dos pilotos, sobre o que podemos fazer. Sugeri a eles que o que deveriam fazer em uma volta rápida… Quando estamos fazendo uma volta de aceleração máxima, tiramos o máximo de potência da última curva, e quando você passa pela 19, aquilo reinicia, e então você tem um pouco mais de potência do que antes. E não deveria haver ninguém andando devagar nunca através da 18 e da 19”, comentou Hamilton.
“Mesmo se estiver em uma volta lenta, ainda teria de ir a fundo através da 18 e da 19 com potência máxima. E isso significaria que ninguém estaria andando devagar por aquela seção. Isso é algo sobre o qual vamos falar no briefing dos pilotos”, completou.
Sobre o desempenho nos treinos livres, Hamilton apontou que o carro teve boa performance geral, mas a equipe ainda precisa entender o motivo da falta de velocidade pura.
“O carro geralmente pareceu muito bom. No TL1, o carro se sentiu bem… P1, o carro se sentiu bem. P2, talvez não tão bem, mas, sabe, o carro geralmente parece ok, só que, por algum motivo, estamos faltando velocidade, então vamos procurar entender o porquê disso”, encerrou Hamilton.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.
GP do Azerbaijão de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sábado (26)
- Corrida: 08:00
Horários em Cabo Verde
Sábado (26)
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
Sábado (26)
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
Sábado (26)
- Corrida: 13:00
*Horários de Brasília