Lewis Hamilton admitiu que nem sempre soube lidar com as próprias falhas na Fórmula 1. Inclusive, quando conquistou o primeiro título, sequer conseguiu ficar feliz e comemorar o feito.
O hexacampeão fez sua estreia em 2007, quando tinha apenas 22 anos. Naquela temporada, defendendo a McLaren, mostrou ser uma estrela em ascensão ao brigar pelo título. Mas um erro em uma parada durante o GP da China acabou contribuindo para o triunfo de Kimi Räikkönen.
Logo o cenário mudou para o #44 e no ano seguinte, conquistou seu primeiro título. Depois, outros cinco canecos já vieram. Mas mais do que isso, o piloto tem se tornado ainda maior do que o esporte com suas importantes opiniões e ações.
Entretanto, durante aparição online no evento HPE Discover, organizado pela Hwelett Packard Enterprise, empresa que se posiciona contra o racismo e apoia a comunidade LGBT+, Hamilton admitiu que aquele momento “ainda me deixa mal”.

“Acho que muitas coisas devem acontecer, aquele foi um momento de construir caráter para mim. Quando era mais novo, era muito, muito duro comigo mesmo. Era duro até demais quando falhava. Quase me punia”, declarou.
“Foi uma coisa bastante improdutiva, mas fiz isso por tantos anos que foi muito difícil abandonar essa mentalidade. Ao longo dos anos, aprendi a encontrar felicidade. A coisa mais importante é curtir o que faz. Se torturar acaba sendo negativo”, emendou.
Ainda sobre o assunto, o titular da Mercedes admitiu que não conseguiu curtir tanto a conquista do primeiro título, em 2008. Naquele ano, a disputa foi dramática, equilibrada e teve encerramento emocionante, quando Hamilton ultrapassou Timo Glock na última volta do GP do Brasil para faturar o caneco por um ponto.
“A retrospectiva é sempre uma boa coisa. Gostaria de saber naquela época tudo o que sei hoje. Provavelmente teria conseguido mais títulos, mas com certeza estaria em um lugar mais feliz”, apontou.
“Seria capaz de aproveitar muito mais a experiência. Quando venci meu primeiro título não aproveitei muito. É meio triste. O primeiro campeonato. Só quando venci outro título, mais tarde em minha carreira, que fui capaz de comemorar mais, estar mais confortável comigo mesmo”, continuou.
“Deixar rolar, não tentar controlar tudo. Há provavelmente muitas coisas que teria dito para mim mesmo. Se divirta. Nunca se sabe quando vai ser seu último campeonato e é assim que encaro hoje em dia”, encerrou.