Colton Herta se aproximou de obter a superlicença e ficar apto a disputar a temporada 2027 da Fórmula 1. Entretanto, os passos em direção a uma vaga na categoria passam pelas participações em treinos livres 1 pela Cadillac — como aconteceu no GP dos Estados Unidos —, e não pelo desempenho na Fórmula 2, onde o norte-americano amarga a 19ª colocação no campeonato. Ainda assim, questionado pelo GRANDE PRÊMIO, o piloto classificou como válida a passagem pelo principal campeonato de base do automobilismo mundial.
Herta nunca escondeu o sonho de competir na F1 e, por isso, aceitou deixar a Indy no fim de 2025 para disputar a temporada 2026 da F2 em busca da pontuação necessária para obter o documento. O desempenho apagado, contudo, o deixou distante de alcançar os 40 pontos pela categoria de acesso. Em contrapartida, com as participações em treinos livres, o piloto chegou aos 39 tentos e agora precisa acumular mais 100 km em uma sessão de TL1 para ficar liberado para correr em 2027.
Mesmo que o caminho até a F1 esteja sendo pavimentado dentro do próprio ambiente do Mundial, Herta afirmou ao GRANDE PRÊMIO que a experiência na F2 tem sido positiva no processo de transição.
“Há muitos aspectos positivos. Você corre nos mesmos fins de semana de corrida, então entende o fluxo das sessões. Especialmente pelo que experimentei aqui, entende-se como o tráfego é ruim durante os fins de semana da F1 e o quanto você precisa chegar cedo e sair tarde”, disse Herta ao GRANDE PRÊMIO.
“Também é importante porque você está aqui, é observado e fica sob os olhos das equipes de F1. Elas veem o que você é capaz de fazer. Estou competindo nos mesmos circuitos em que pretendo correr na F1, o que é uma das principais razões pelas quais vim para cá”, continuou.

“Fico imerso nesse ambiente. Moro no Reino Unido, estou na fábrica todos os dias e fico perto da sede da equipe de F1, então posso ir de um lugar para o outro. Isso facilita muito a transição em comparação com vir dos monopostos americanos, dos carros de esporte ou de outras categorias. Por isso, acho que o saldo é positivo”, completou.
O desempenho de Valtteri Bottas tem sido questionado em 2026, constantemente mais lento do que Sergio Pérez na Cadillac, o que faz o nome de Herta ganhar força na equipe. No entanto, o norte-americano depende da oportunidade de voltar ao carro para somar a quilometragem restante. Apesar de admitir não acompanhar os detalhes burocráticos, o piloto quer acelerar o modelo MAC-26 novamente.
“Espero que sim. Ainda estou alinhando algumas coisas, vou trabalhar com a equipe e acho que eles terão uma ideia melhor”, falou Herta. “Para ser honesto, não sei exatamente em que pé estou, mas acredito que sim [falta uma sessão para a superlicença]. Passei tantos anos me preocupando com isso que agora deixo para outras pessoas cuidarem dessa parte”, acrescentou.
“Para mim, além de fazer um bom trabalho, dar um bom feedback e ser rápido é o que mais importa neste momento. Então, sim, é fundamental somar esses pontos quando surge a oportunidade”, encerrou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP da Cidade do México da F1 2026
O GP da Cidade do México acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 30/10 | TL1 | 15h30 | 18h30 | 19h30 | 17h30 | 20h30 |
| Sexta, 30/10 | TL2 | 19h | 22h | 23h | 21h | 0h |
| Sábado, 31/10 | TL3 | 14h30 | 17h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 31/10 | Classificação | 18h | 21h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 1º/11 | Corrida | 17h | 20h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.