Vencedor do GP da Hungria de Fórmula 1, Lando Norris destacou o ritmo apresentado durante a corrida deste domingo (26), na qual conquistou a vitória. Apesar de ter passado boa parte da prova atrás de Oscar Piastri, o britânico garantiu que tinha um desempenho superior ao do companheiro de equipe.

Piastri assumiu a liderança ainda na largada e parecia ter o controle da corrida, embora não tenha conseguido abrir grande vantagem para Norris. A partir da volta 39, porém, o cenário mudou: Carlos Sainz tocou no carro #81, que perdeu um tempo considerável. A McLaren, então, chamou o britânico aos boxes, e Norris conseguiu executar o undercut para retornar à frente.

Apesar de ter assumido a liderança graças à estratégia, Norris afirmou que o ritmo apresentado ao longo da prova foi determinante para a vitória e lamentou o abandono de Piastri, que enfrentou problemas no câmbio.

“O que mais me agradou? O fato de termos sido tão rápidos, de o carro ter sido muito forte hoje. Fiquei muito satisfeito com várias coisas. O carro ainda era horrível de pilotar em alguns momentos, mas era rápido — e prefiro um carro horrível de guiar, mas rápido, do que qualquer outra coisa”, disse Norris.

“Principalmente o ritmo. O ritmo que tive durante toda a corrida, até mesmo quando estava atrás do Oscar no começo. Claro, a curva 2 não foi das minhas melhores, mas, depois disso, eu era simplesmente melhor em todos os aspectos, tanto na degradação dos pneus quanto na velocidade”, comentou Norris.

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Lando Norris (Foto: McLaren)

“Estava convencido de que ainda poderia vencer a corrida, mesmo depois daquilo, independentemente de parar primeiro ou de forçá-lo a parar, para então estender meu stint, colocar pneus novos e voltar ao ataque. Então, tinha certeza de que poderia vencer hoje, e conseguimos”, acrescentou.

“É claro que foi uma pena para ele e muito azar, porque acho que poderíamos ter conquistado uma dobradinha. Mas, fora isso, foi o meu ritmo. O ritmo para permanecer tão perto dele por tanto tempo. Hoje estávamos em outro nível, e me senti em total sintonia. Quando o carro está bom e entro nesse ritmo, ninguém consegue me parar”, completou.

Instigado a detalhar a declaração de que gostaria de ter forçado Piastri a parar nos boxes, Norris explicou que queria antecipar sua parada para aproveitar o ritmo superior.

“Quero vencer a corrida. Existem certas regras que temos como equipe, e não podemos prejudicar a corrida um do outro sendo agressivos demais apenas porque queremos vencer. Mas quero ganhar, e certamente tinha um ritmo muito melhor do que o dele. Tínhamos uma chance muito maior de vencer a corrida, digamos assim”, falou Norris.

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Lando Norris (Foto: Reprodução/F1)

“Quando estava preso atrás do Oscar, o Max estava três ou quatro segundos atrás e, naquele momento, ainda representava uma ameaça. Na frente, não havia ameaça alguma, e tínhamos uma garantia muito maior de que venceríamos a corrida como equipe de qualquer forma. Por isso, queria parar nos boxes e fazer o undercut, porque meu ritmo era tão bom que acredito que conseguiria abrir toda uma janela de pit-stop sobre ele e, se fosse necessário, até parar novamente. Ou então fazê-lo parar cedo”, explicou.

“Estávamos no limite entre parar cedo demais e acabar prejudicando a corrida de nós dois. Então, a decisão foi tomada pensando no melhor interesse da equipe, e eles, corretamente, precisaram discordar de mim. Mas, obviamente, vou querer fazer tudo o que puder para tentar vencer uma corrida”, finalizou Norris.

A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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