Distante do ritmo apresentado por Max Verstappen ao longo do fim de semana em Madri, Liam Lawson admitiu que tem sofrido principalmente com a falta de equilíbrio e de confiança no carro da Red Bull. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o neozelandês ainda destacou certa dificuldade com os pneus e analisou que realmente será complicado efetuar ultrapassagens no GP da Espanha.

Escolhido mais uma vez para ocupar a vaga do lesionado Isack Hadjar, o dono do #30 não tem decepcionado. Porém, depois de avançar pelo Q1 e Q2 com certa folga, anotou 1min32s316 como melhor tempo na fase derradeira e teve de se contentar com o oitavo lugar, quase 0s5 mais lento que Lando Norris, que apareceu na hora que mais importava para cravar a pole-position com a McLaren.

“Ao longo da classificação, de alguma forma ficamos menos competitivos em relação ao ponto de partida. Pelo que tínhamos mostrado nesta manhã, não entendo muito bem o motivo, mas, obviamente, é algo que precisamos analisar”, começou Lawson, que logo falou sobre a dificuldade de entender o RB22, uma sensação muito diferente em relação à maneira como lida com o carro da Racing Bulls.

“Com este carro, é tudo novo para mim, em termos do que fazemos ao longo da classificação. No meu carro, sei o que normalmente fazemos com a asa dianteira e coisas desse tipo à medida que a pista evolui, mas isso é menos claro para mim neste carro. E acho que, no Q3, perdemos um pouco o equilíbrio e não foi uma volta das mais limpas. É uma pena, porque acho que éramos muito competitivos antes disso”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre o maior desafio, não titubeou. “O principal foi colocar os pneus na janela certa, especialmente ao longo da volta. No fim dela, estava sofrendo bastante no terceiro setor, então não sei. E não era algo que tínhamos enfrentado antes, então definitivamente piorou. Mas, fora isso, o principal foi o equilíbrio do carro neste fim de semana e a confiança para guiá-lo”, pontuou.

Por fim, Lawson também comentou que espera certa dificuldade para efetuar ultrapassagens neste domingo. O neozelandês até citou a Fórmula 2 como exemplo, visto que a curva 5, que encerra um trecho relativamente longo de alta velocidade, foi o único que apresentou manobras ofensivas.

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Liam Lawson comentou dificuldades com carro da Red Bull em Madri (Foto: Red Bull Content Pool)

“Assistindo à F2 nesta manhã, aquele era o único ponto de ultrapassagem, e acho que todas as tentativas de ultrapassagem ali terminaram com o piloto devolvendo a posição ou cortando a chicane. A maneira como foi projetado não é ideal, então será muito difícil ultrapassar na corrida de modo geral. E acho que é muito fácil, ou mais fácil do que em curvas normais, se defender ali, porque você simplesmente empurra o outro piloto para dentro da chicane e ele precisa devolver a posição”, encerrou.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Espanha, 14ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar o que aconteceu após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além disso, o GP está in loco em Madri com o repórter Leonid Kliuev.

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