Lewis Hamilton viveu um dia complicado no último domingo (2), em um GP de Singapura marcado por erros que o fizeram terminar apenas na nona posição. O inglês já havia perdido a terceira colocação para Carlos Sainz na largada, e um erro na volta 33 fez o piloto ir de encontro à barreira de proteção e danificar a dianteira de sua Mercedes. Com a necessidade de ir aos boxes para trocar a asa, o heptacampeão admitiu ter percebido que sua corrida estava acabada naquele momento.

“Eu realmente não tenho muitas emoções no momento”, afirmou um abatido Hamilton. “Foi dia bem duro, foi horrível para ser honesto. Mas eu me sinto bem, estou apenas ansioso para chegar amanhã”, disse.

“Eu sabia que tudo havia acabado ali”, reconheceu. “Mas essas coisas acontecem. Quero dizer, eu não vou ficar me punindo por um erro. Acho que as condições eram muito complicadas para todo mundo, e em nosso carro, qualquer que sejam os problemas que tenhamos, eles se amplificam quando está molhado. É um carro muito, mas muito difícil de pilotar na chuva”, explicou.

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Batida no muro de proteção fez Hamilton ter que trocar o bico da Mercedes e perder diversas posições no grid (Foto: Mercedes)

Questionado se poderia ter uma chance de alcançar o pódio caso não fosse a batida na curva 7 — enquanto perseguia Sainz de perto —, Hamilton disse crer que a mudança de condições no circuito, que secava aos poucos após um início em pista molhada, poderia oferecer a possibilidade de deixar o espanhol para trás.

“Nós poderíamos tentar um undercut sobre ele [Sainz], talvez”, analisou. “Mas era uma batalha para ver quem trocaria para os slicks primeiro. Então, eu estava torcendo por isso e trabalhando nessa direção, mas joguei tudo pela maldita janela quando eu travei [as rodas]”, lamentou.

Além de acreditar que seria possível buscar o terceiro lugar do piloto da Ferrari, Hamilton se via em pé de igualdade com os dois primeiros, Sergio Pérez e Charles Leclerc, em termos de ritmo. Segundo o britânico, o único motivo para não estar conseguindo os mesmos tempos de volta que os dois primeiros era justamente a dificuldade de passar por Sainz.

“Acho que eu conseguia registrar tempos similares aos caras que estavam na frente, mas por estar preso atrás dele, eu não podia”, afirmou. “Acho que se estivesse em terceiro, eu teria me mantido próximo aos ponteiros. Então, minhas desculpas à equipe, mas vivemos e aprendemos. Vou me recuperar”, concluiu.

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Sem a batida, Lewis crê que poderia brigar pelo pódio (Foto: Mercedes)

Por fim, Lewis explicou uma declaração dada ainda com a corrida em andamento, quando se dirigiu à Mercedes pelo rádio em tom de reclamação e disse que “havia avisado sobre esses pneus”. De acordo com o inglês, o W13 tem uma dificuldade natural de gerar temperatura em seus compostos. Em condições de pista molhada, entretanto, esse problema — e todos os outros — parecem se intensificar.

“Eu fui ao grid com os intermediários, e quando coloquei os novos, foi terrível”, reclamou. “Demorei muitas voltas para encontrar temperatura. Não conseguimos esquentar nossos pneus tão rapidamente quanto os outros, por alguma razão. Tanto nos molhados quanto nos slicks”, explicou.

“Não entendemos realmente o motivo. Mas talvez haja algo em termos de temperatura, porque nas jornadas longas em pista seca, temos uma boa longevidade [nos pneus]”, finalizou Hamilton.

O Mundial de Fórmula 1 continua já na próxima semana, entre os dias 7 e 9 de outubro, em Suzuka, com o GP do Japão.