A temporada 2025 definitivamente ficou para trás na vida de Lewis Hamilton, mas ele admitiu que foi preciso tempo para construir a relação de confiança hoje estabelecida com a Ferrari na Fórmula 1. As solicitações finalmente atendidas quanto ao carro, no entanto, ajudaram a deixar o relacionamento “em um patamar muito, muito melhor”.
Hamilton chegou à Ferrari no ano passado cercado de expectativas, mas teve problemas de adaptação ao carro, sobretudo os freios. Além disso, a comunicação ruidosa evidenciada pela relação com o ex-engenheiro de corrida, Riccardo Adami, levou Lewis a questionar várias vezes à imprensa a própria capacidade de pilotagem.
Mas depois de muito lutar por mudanças — aliada à chegada do novo regulamento que pôs fim ao efeito solo —, Hamilton voltou a brigar pelas posições do topo e reencontrou-se com a vitória no GP de Barcelona-Catalunha. A imprensa italiana, aliás, já especula que o anúncio da extensão contratual do #44 com a Ferrari virá em Monza.
Ao ser questionado em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2), em Silverstone, acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, sobre o que mudou de 2025 para cá, Hamilton afirmou que um fator primordial “é o carro que realmente ajudei a desenvolver”.
“Há itens no carro que havia solicitado no ano passado, a suspensão dianteira, por exemplo. Pedi que a desenvolvessem para o simulador e a testei; trouxemos para a pista este ano. Finalmente consegui os freios que queria, o que foi fruto de um grande esforço”, acrescentou.

Outra alteração importante foi a substituição de Adami por Carlo Santi, com quem Hamilton encontrou bom entrosamento. O engenheiro italiano foi o escolhido para ir ao pódio com Lewis em Barcelona para representar a Ferrari.
“[Fiz] mudanças de engenheiro, reajustei parte da minha equipe [pessoal] e a forma como eles interagem com o time, e busquei um alinhamento com a alta cúpula da organização para garantir que estejamos no mesmo caminho e atuando como aliados, não como adversários”, salientou.
“A relação está em um patamar muito, muito melhor agora, o que nos permite avançar em sintonia. Cada fim de semana era muito difícil no ano passado. Naturalmente, quando se passa por isso, as pessoas tendem a te ouvir menos. ‘Por que vamos te ouvir se você obtém esses resultados?’, seguiu.
“Por isso, levou tempo para construir essa confiança, mas acredito que ela existe agora, e as coisas que solicito são realizadas. É uma via de mão dupla, naturalmente. Estamos realmente impulsionando uns aos outros, a colaboração finalmente existe e acho que isso é o mais importante”, encerrou Hamilton.
A Fórmula 1 volta de 3 a 5 de julho com o GP da Inglaterra, em Silverstone, nona etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, com classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Silverstone com o repórter Leonid Kliuev.
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Classificação Sprint | 12:30 | 14:30 | 16:30 | 17:30 |
| Corrida Sprint | 08:00 | 10:00 | 12:00 | 13:00 |
| Classificação | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Corrida | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
*Horários de Brasília
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