Liam Lawson revelou interesse em disputar corridas fora da Fórmula 1 no futuro e citou o Supercars Championship, na Austrália, como uma das categorias que mais gostaria de experimentar. O neozelandês recordou o passado em carros de GT e destacou que pretende conciliar eventuais participações com as obrigações pela Racing Bulls.
Pilotos da F1 se aventurarem em outras categorias é uma tendência cada vez maior. Max Verstappen vem participando etapas da Nürburgring Langstrecken-Series (NLS) e se prepara para disputar, neste fim de semana, as corridas classificatórias das 24 Horas de Nürburgring — prova que também contará com o neerlandês, em maio.
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Mais recentemente, Lance Stroll participou da prova de abertura do GT World Challenge Europe, em Paul Ricard, e também manifestou interesse em novas provas de endurance. Agora, foi a vez de Lawson, que lembrou a trajetória antes de migrar para monopostos e afirmou ver valor em competir em diferentes tipos de carros, acreditando que a versatilidade pode contribuir para o desempenho como piloto.
“Já fiz isso no passado e adorei. Guiar carros diferentes não prejudica em nada. Ter esse nível de adaptação é algo positivo, e tive essa oportunidade desde muito jovem. Guio carros em circuitos desde os 12 anos. Na Europa, é normal que o primeiro ano em carros seja na Fórmula 4, mas nesse estágio já tinha três ou quatro anos”, recordou.

O piloto destacou em especial o interesse pelo Supercars Championship, categoria popular na Austrália e Nova Zelândia, conhecida pelo estilo mais “raiz” dos carros e das disputas. Segundo ele, o regulamento técnico e a filosofia da categoria são parte do atrativo.
“Supercars é algo que cresci assistindo e é incrível. Fazem um ótimo trabalho mantendo os carros mais puros. Ainda têm motores V8 aspirados, câmbio sequencial e evitam automatizações. Isso torna tudo mais interessante, além das corridas serem muito boas. Tive chance de guiar um carro algumas vezes e foi ótimo, então seria uma categoria que adoraria competir”, explicou.
Lawson também apontou que categorias fora da F1 permitem um estilo de pilotagem mais agressivo, algo limitado nos monopostos atuais. O neozelandês recordou a passagem pelo DTM e citou disputas roda a roda mais intensas como um diferencial importante.
“Outras categorias também me atraem. Competi no DTM há alguns anos e gostei muito. Detestei a forma como a passagem terminou, mas foi uma temporada muito divertida, pude trabalhar com uma equipe diferente e disputar um campeonato muito distinto”, recordou.

“Você pode ser mais agressivo, tentar mergulhos por dentro, bater porta com porta — coisas que não dão para fazer na F1. É divertido, e sempre gostei de experimentar isso”, completou.
Ao citar o término da passagem pelo DTM, Lawson lembra da prova que decidiu o título da temporada 2021. O neozelandês chegou como líder do campeonato, mas se envolveu em um incidente com Kelvin van der Linde — um dos rivais pela taça — logo na primeira volta e abriu caminho para Maximilian Götz sagrar-se campeão após ser beneficiado pelas ordens de equipe da Mercedes, que orientou Lucas Auer e Philip Ellis a cederem a vitória ao alemão. O episódio revoltou o atual piloto da Racing Bulls, que disparou contra os adversários e deixou a categoria.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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