Verstappen volta a clamar por mudanças na F1 após batida de Bearman: “Muito perigo”
Max Verstappen criticou diferenças de velocidades causadas por gestão de energia e diz que problema "é fácil de resolver" por se tratar de questão de segurança
Max Verstappen cobrou mudanças no regulamento da Fórmula 1 2026 após o forte acidente envolvendo Oliver Bearman no GP do Japão, disputado no domingo (29). O piloto da Red Bull explicou que as diferenças bruscas de velocidade causadas pelo uso da energia elétrica podem gerar situações perigosas — como a registrada em Suzuka — e apontou questão de segurança dos pilotos para urgir por ajustes.
Bearman sofreu um impacto de 50G depois de ser surpreendido pela grande diferença de velocidade em relação ao carro à frente, pilotado por Franco Colapinto. Enquanto o piloto da Alpine reduzia o ritmo para regenerar energia, o britânico acabou se aproximando rapidamente e perdeu o controle ao tentar evitar a colisão.
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A diferença de velocidade no momento do acidente foi estimada em cerca de 45 km/h. Apesar da violência do impacto, Bearman foi liberado após exames no centro médico, sem fraturas, apresentando apenas uma contusão no joelho direito.
Segundo Verstappen, o episódio evidencia um problema estrutural das atuais unidades de potência, já criticadas ao longo do fim de semana em Suzuka. O piloto da Red Bull destacou que a combinação entre um carro sem energia e outro em plena aceleração pode gerar diferenças extremamente perigosas.
“É isso que acontece com esse tipo de sistema. Um carro fica praticamente sem potência, enquanto o outro usa toda a energia disponível. A diferença pode chegar a 50 ou 60 km/h, é muito grande”, afirmou.
“Tive alguns momentos assim. Quando você acelera muito mais rápido, pode parecer que alguém está mudando de trajetória na frenagem, mas na verdade é a diferença de aceleração. Isso pode ser muito perigoso e causar acidentes grandes”, explicou.
Para Verstappen, caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trate o tema como uma questão de segurança, as mudanças necessárias podem ser implementadas sem maiores dificuldades. Chegou, inclusive, a ironizar a banalização da bandeira na F1.
“Se for uma questão de segurança, é fácil resolver. A palavra ‘segurança’ tem sido usada para muita coisa, então talvez devêssemos usá-la aqui para finalmente promover mudanças”, concluiu.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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