Andrea Stella aprovou a asa Macarena testada pela McLaren durante o fim de semana do GP da Hungria e afirmou que a equipe pretende utilizá-la em outras etapas da temporada 2026 da Fórmula 1, embora não tenha especificado em quais locais isso vai acontecer. O dirigente, no entanto, destacou a questão da segurança e, por isso, afirmou que os papaias vão analisar muito bem os dados coletados na pista.

A asa giratória apareceu pela primeira vez no carro da Ferrari, ainda durante os testes coletivos no Bahrein, e foi adotada posteriormente pela Red Bull. O projeto virou alvo de estudos por parte das rivais porque a inversão do flap diminui o arrasto, melhora a eficiência aerodinâmica e facilita o trabalho da unidade de potência nas retas, fator importante principalmente em um regulamento com participação relevante da parte elétrica.

Por isso, além de atualizações permanentes no assoalho, a McLaren levou a própria versão da Macarena para Budapeste. O dispositivo foi utilizado por Leonardo Fornaroli no TL1 e por Lando Norris no TL2, sendo retirada para a sequência do fim de semana. Mesmo sem a ajuda da nova asa traseira, a escuderia alcançou a vitória com o britânico — e a dobradinha só não aconteceu devido ao abandono de Oscar Piastri quando restavam 15 voltas para o fim.

“Foi um projeto complicado, o que não é nenhuma surpresa. A aprovação desse conceito é um resultado positivo, e agora estamos ansiosos para introduzi-lo em algumas das próximas etapas”, disse Stella em conversa com o portal inglês PlanetF1, que também perguntou sobre a segurança da nova peça.

Vale lembrar que a Red Bull competiu no GP da Bélgica sem a asa Macarena, uma vez que o mau funcionamento foi responsável pelos incidentes de Max Verstappen na classificação da Áustria e na corrida da Inglaterra. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) chegou a abrir uma investigação, cogitando até mesmo a possibilidade de proibir o dispositivo, mas sem veredito até agora.

No caso dos taurinos, ficou comprovado que, como o flap fecha no sentido oposto ao da atuação das principais forças aerodinâmicas, o fluxo de ar não volta a aderir à superfície da asa da forma esperada, gerando instabilidade na parte traseira do carro. Um risco que a Ferrari não corre, visto que o retorno da asa à posição original acontece pela direção oposta.

Atuação das asas traseiras de McLaren, Ferrari e Red Bull na Hungria (Vídeo: Reprodução/F1TV)

A questão da segurança sobre a versão da McLaren acontece porque os papaias adotaram um modelo com fechamento parecido ao da Red Bull. Desta forma, Stella explicou que apenas os testes em túnel de vento não são suficientes para garantir que tudo vai funcionar corretamente, o que torna os dados coletados em Budapeste de extrema importância para a melhoria da asa.

“Não acredito que o túnel de vento seja um fator determinante para definir o comportamento aerodinâmico da readerência do fluxo de ar. É possível utilizar outras ferramentas para isso e, no fim das contas, a mais importante — especialmente em projetos tão complexos do ponto de vista aerodinâmico — continua sendo o que se observa na pista”, pontuou.

“Era importante para nós coletar dados diretamente na pista, porque nunca seria possível confiar apenas no túnel de vento em um projeto tão delicado”, encerrou.

A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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