Mattia Binotto voltou a elogiar Gabriel Bortoleto e comparou o brasileiro a Michael Schumacher. O atual chefe da Audi apontou o brasileiro como o nome do grid da Fórmula 1 que mais lembra o heptacampeão mundial, principalmente pela ética de trabalho.

Em entrevista ao site italiano Automoto, Binotto foi questionado sobre qual piloto da atualidade mais se aproxima das características de Schumacher. O italiano respondeu de forma direta e escolheu Bortoleto: “Por sua ética de trabalho e por ser uma pessoa com grande sensibilidade humana”, afirmou.

Bortoleto nasceu em 2004 e, portanto, não acompanhou em tempo real os principais anos de domínio de Schumacher na Ferrari. O brasileiro, porém, passou a conhecer melhor a trajetória do alemão a partir das conversas com Binotto e transformou o heptacampeão em uma referência.

“Michael [Schumacher] se tornou um ídolo para mim por causa dele [Binotto]. Comecei a aprender sobre ele e percebi o quão grandioso ele era. Nem tinha nascido ainda quando ele ganhou tudo. Faz pouco tempo que estávamos falando sobre como ele tratava a equipe”, contou Bortoleto à Automoto.

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Gabriel Bortoleto está ganhando cada vez mais confiança da Audi na F1 (Foto: Audi)

A identificação apontada por Binotto vai além da capacidade de pilotar. Para o dirigente, Schumacher reunia talento com características pessoais que contribuíam diretamente para o funcionamento da estrutura ao redor dele.

“Michael é uma pessoa com grandes valores em termos de trabalho duro, profissionalismo, comprometimento, dedicação, motivação e paixão. Você não pode improvisar. O talento é necessário, mas não basta. É preciso mais. Como pessoa, ele dava o melhor de si fora do cockpit. Como piloto, ele baixava a viseira e se transformava no Michael que todos nós víamos e conhecíamos nessa função”, acrescentou.

Michael Schumacher conquistou 91 vitórias, 155 pódios e sete títulos na F1 (Foto: Reprodução)

Binotto também destacou a forma como Schumacher tratava as pessoas que trabalhavam ao seu redor. Na visão do italiano, essa característica era parte fundamental da força do alemão e ajudava a criar um ambiente no qual cada integrante da equipe podia entregar seu melhor.

“Sempre achei que Michael era ainda mais forte como pessoa. Não só por sua ética de trabalho, mas por sua generosidade com todos. Ele dava atenção a cada pessoa, nos fazendo sentir à vontade e nos colocando nas condições ideais para dar o nosso melhor Ele se importava com a pessoa, com o indivíduo. Por trás do alemão frio e matemático que se podia ver por fora, havia um homem muito atento à sensibilidade humana”, completou.

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