A Ferrari prepara uma ampla reestruturação de seu departamento técnico para o projeto de 2027, com mudanças internas e a expectativa pela chegada de um engenheiro ligado à Red Bull. A movimentação tem como objetivo incorporar novas ideias ao trabalho liderado por Enrico Gualtieri e fortalecer a equipe para a próxima geração de carros da Fórmula 1.

De acordo com informações da versão italiana do Motorsport, o engenheiro aguardado em Maranello ainda não teve o nome revelado, mas precisará cumprir um ano de licença remunerada antes de iniciar as atividades na Ferrari. A expectativa é que o profissional seja um dos especialistas recrutados pela Red Bull em Brixworth, antiga casa da Mercedes AMG High Performance Powertrains.

A possível contratação representa a tentativa da Ferrari de incorporar experiências de diferentes grupos técnicos à estrutura de Maranello. O profissional chegaria com conhecimento de duas culturas de trabalho distintas e poderia contribuir com novas abordagens para o desenvolvimento da unidade de potência.

Além disso, a Ferrari também prepara outro reforço para o fim do ano, desta vez na área de aerodinâmica do chassi, comandada pelo diretor técnico Loïc Serra. O departamento de motores também passará por alterações, com mudanças internas e promoções previstas para renovar parte da estrutura.

Apesar das movimentações, nomes da chamada “velha guarda”, como Davide Mazzoni, Guido De Paola e Luigi Fraboni, continuarão tendo papel importante no departamento de motores. A ideia, portanto, não é promover uma ruptura completa, mas combinar a experiência dos atuais responsáveis com novos profissionais e métodos de trabalho.

Frédéric Vasseur deve permanecer no cargo de chefe de equipe na Ferrari (Foto: AFP)

Paralelamente às mudanças na estrutura, a Ferrari trabalha na versão final do motor que será utilizada a partir de 2027. A fabricante busca reduzir a diferença de potência para a unidade Mercedes M17 e prepara alterações importantes no projeto do seis cilindros.

Entre as modificações está o aumento das temperaturas na câmara de combustão, possível graças ao desenvolvimento do cabeçote e de componentes de aço. A Ferrari também trabalha com a possibilidade de utilizar um turbocompressor Garrett de maior diâmetro, seguindo uma tendência adotada por Mercedes e Red Bull para aumentar a potência e otimizar o tempo de recarga do sistema híbrido.

As mudanças fazem parte de um projeto mais amplo para a próxima geração da F1. Com ajustes no regulamento de motores e alterações na estrutura técnica, a Ferrari pretende chegar a 2027 com uma unidade de potência mais competitiva e um departamento preparado para enfrentar a Mercedes.

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