Lewis Hamilton se mostrou impressionado com a capacidade das equipes de Fórmula 1 de seguirem caminhos técnicos completamente diferentes e, ainda assim, chegarem a carros separados por poucos centésimos no cronômetro. Para o piloto da Ferrari, a experiência acumulada em diferentes equipes ampliou a percepção sobre como soluções distintas podem produzir resultados praticamente idênticos sob o mesmo regulamento.
A temporada 2026, marcada pela introdução de um novo ciclo de regras, ofereceu um dos exemplos mais claros desse fenômeno. No GP da Itália, a classificação teve uma das margens mais apertadas da história recente da categoria: apenas 0s500 separaram a pole da décima colocação no Q3.
Apesar de a ordem de forças variar consideravelmente de um circuito para outro, Hamilton vê especial interesse nos momentos em que as diferentes filosofias de engenharia acabam convergindo na pista. A diferença, segundo ele, não significa necessariamente que uma abordagem seja superior à outra, mas evidencia a variedade de interpretações possíveis dentro da F1.
“É algo bastante positivo, uma oportunidade para um piloto novo que chega com experiência, que já passou por duas equipes. Quando você está dentro, às vezes é difícil enxergar a floresta por causa das árvores”, afirmou .
“Quando alguém chega, mesmo que sejam novos engenheiros vindos de lugares diferentes, imediatamente dizem: ‘Ah, nós fazíamos isso de outra maneira’. Não necessariamente é uma forma melhor, mas às vezes são apenas abordagens diferentes”, explicou.
“É realmente fenomenal quando você pensa que todas as equipes têm as mesmas regras. Elas fazem tudo de maneira diferente para chegar mais ou menos ao mesmo lugar. E, então, os carros na pista ficam separados por 0s1. É realmente fenomenal, e isso é o que torna nosso esporte tão especial”, destacou.

Por fim, Hamilton também destacou que a busca por esses pequenos ganhos na Ferrari não depende exclusivamente do trabalho do piloto. Depois de anos inserido na estrutura da Mercedes antes da mudança para Maranello, o #44 afirmou que cabe a ele trabalhar junto aos responsáveis técnicos para ajudar a direcionar uma operação muito maior.
“Não existe ‘eu’ em uma equipe. Acho que é como um navio enorme, e o trabalho do piloto é trabalhar ao lado das principais figuras para tentar conduzi-lo na direção certa”, concluiu.
A Fórmula 1 volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.