Doriane Pin estabeleceu chegar à Fórmula 1 como meta para os próximos cinco anos e acredita que uma eventual estreia na principal categoria do automobilismo pode ajudar a abrir espaço para outras mulheres. Aos 22 anos, a francesa já integra o programa de desenvolvimento da Mercedes e vê a presença no grid como um objetivo concreto para a carreira.

Pin conquistou o título da F1 Academy em 2025 e, depois da campanha vitoriosa, assinou como pilota de desenvolvimento da Mercedes. Em abril de 2026, também entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a conduzir um carro de F1 da equipe alemã em Silverstone, quando participou de um teste com o W12 utilizado pela Mercedes na temporada 2021.

A francesa, porém, mantém uma carreira que vai além do projeto ligado à F1. Pin também atua como piloto de desenvolvimento da Peugeot no Mundial de Endurance e da Citroën na Fórmula E. Além disso, disputa a classe LMP2 Pro-Am da European Le Mans Series pela Duqueine.

Em entrevista ao quadro In Convo With Kids, no canal da Mercedes no YouTube, Pin foi questionada sobre onde gostaria de estar daqui a cinco anos e respondeu de forma direta: “Na Fórmula 1”.

“Seria legal. Isso abriria algumas portas para todas as meninas que querem ser pilotas de F1”, afirmou.

A diversidade no automobilismo aparece como uma das principais bandeiras de Pin. Ao ser questionada sobre o que mudaria no mundo, a francesa apontou justamente a necessidade de ampliar a presença de diferentes grupos, tanto dentro quanto fora do esporte.

Doriane Pin testou o W12 em Silverstone (Foto: Mercedes)

“Diversidade, em geral. No esporte e fora dele, acho que precisamos de mais diversidade”, disse.

“Mais oportunidades para todos. Especialmente pela minha experiência em um esporte dominado por homens, como o automobilismo. Seria bom se tivéssemos muitas mulheres também na F1”, completou.

Caso alcance o grid da F1, Pin entrará para um grupo ainda bastante restrito de mulheres que tiveram contato com um carro da categoria em atividades oficiais da era moderna. Susie Wolff, atual diretora da F1 Academy, participou de treinos livres pela Williams em 2014 e 2015 e se tornou a primeira pilota a disputar um fim de semana de F1 desde 1992, quando Giovanna Amati participou da classificação das etapas na África do Sul, México e Brasil. Desde então, são 11 anos sem participações femininas em um fim de semana da categoria.

A F1 volta à ação neste fim de semana, de 24 a 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da corrida em Baku AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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